quinta-feira, 1 de março de 2018

Foder é fogo que arde sem se ver

Há manhãs em que ainda não abri os olhos e o primeiro pensamento que povoa a minha mente é logo espetar a minha gaita na primeira bardanasca que me ocorrer. Depois, sento-me na cama, recordo que pinei na noite anterior e penso que devia ter uma espécie de neutralizador de palato entre chonas. Tento recordar o nome da moça, nome que gritei fervorosamente durante a noite, mas percebo que saiu da minha cabeça no momento em que ela fechou a porta de casa atrás de si. Penso de mim para mim: “Patife mau! Patife feio!” e viro-me para coisas bonitas e fofinhas como a poesia. Depois, imagino que se eu tivesse sido o editor do Camões, teriam sido criadas verdadeiras pérolas da literatura nacional capazes de integrar o programa escolar da língua portuguesa. E se isto tivesse acontecido, teriam saído coisinhas poéticas lindas assim:


Foder é fogo que arde sem se ver;
É picha que mói, e tudo sente;
É espetar penetrantemente;
É dor que só se aplaca a foder.

É um não querer mais que só foder;
É um saltar de cona em cona permanente;
É dar-lhes sempre aqui com a batente;
É um amar que se ganha para depois se perder.

É querer espetar quando se tem vontade;
É servir quem aparece, qual conquistador;
É não acreditar numa cara-metade;

Mas como pode este ardor;
Nos corações femininos causar saudade;
E eu apenas sentir-me pecador?

21 comentários:

Isa disse...

Ia perguntar de onde te vem ups tamanha inspiração, mas faço uma pequena ideia... quanto mais, mais... Bjos, és um desconcerto, mas és o maior :p

António disse...

era nisso que o zarolho estava a pensar: saltar de cona em cona. isso e ir ao olho à primeira que lhe aparecesse à frente. desde que aparecesse do lado esquerdo, claro, que o lado direito era cego

Yuri disse...

És um poeta!!! ahahahah

Patife disse...

Isa:
O Pacheco é que é o maior! Mas sim, desconcerto-as a todas. ;)

António:
É claro que era. Agora cá no amor... pffff. É preciso ter grande densidade intelectual, como eu, para decifrar e traduzir os poemas do Camões. ;)

yuri:
Sou mais um penetra. Poesia só na cama. O poeta da queca. ;)

Janela Indiscreta disse...

Se fosse só de manhã... :P

Felina disse...

Não te lembras do nome das raparigas com que pinas? Francamente Patife!

Patife disse...

Janela Indiscreta:
Se fosse só de manhã pinava muito menos, é o que te digo. Mas pinar pouco faz mal à saúde e eu sou obcecado pela minha saúde física. A saúde mental já não tem emenda. ;)

Felina:
Mas lembro-me, ao pormenor, de todas as pachachas das moçoilas com que pino. Não achas um feito digno de registo e muito mais importante e difícil do que me lembrar de nomes? Ainda para mais há nomes repetidos, é natural que as baralhe a todas. Já chonas, não há uma igual. ;)

Delta de Vénus disse...

Foder é uma necessidade fundamental

Lucy disse...

Patife, amei!
Para você querido.

Soneto do Caralho Potente (Pacheco)

Porripotente herói, que uma cadeira
Sustens na ponta do caralho teso,
Pondo-lhe em riba mais por contrapeso
A capa de baetão da alcoviteira

Teu casso é como o ramo da palmeira,
Que mais se eleva, quando tem mais peso,
Se o não conservas açaimado e preso,
É capaz de foder Lisboa (Chiado)inteira(o)!

Que forças tens no hórrido marsapo,
Que assentando a disforme cachamorra
Deixa conas e cus feitos num trapo!

Quem ao ver-te o tesão há não discorra
Que tu não podes ser senão Priapo, (Patife)
Que tens um guindaste(Pacheco)em vez de porra?

Manuel Maria du Bocage


Olha,a dupla que você faria com ele...


Hetero Doméstico disse...

Que poesia ardente :-D

Kique disse...

Interessante poema... já Bocage da voltas por não ter espetado enquanto pode
Abraço

https://caminhos-percorridos2017.blogspot.pt/

Vanda Nicole disse...

Bom dia Patife!

Os Patifes são assim, fodem todo o mundo com a mente, kkkkkkk :)))
Adoro ler-te...

Espero-te no meu ninho :))
Beijinhos molhados

DeepGirl disse...

Não acreditas na cara-metade ? Patife... Um dia ainda hás-de escrever um poema de amor para ela...

Filipa Silva disse...

Hummm uma tentação de poema! Louvo-te a capacidade irónica :)

Bjocas
Vens(te)

Cláudia disse...

Quase que me atrevo a dizer que conseguias encostar o Camões a um canto, tal o encanto da tua poesia =P

Muito bom.

Janita disse...

Camões jamais serás, pois são outras as tuas musas.
Mas és um grande sucessor de outro grande poeta português; o Manel Maria Bardosa du Bocage.
Disso estou certa, desbocado mas talentoso.
Não se pode ter tudo…Infelizmente!!

Gaja Maria disse...

Coitado do Camões ao pé de ti Patife. Se ele fosse vivo morria eheheh

Patife disse...

Delta de Vénus:
E o Patife está aqui para ajudar nas necessidades dos outros. Muito caridoso. ;)

Lucy:
Ah, grande Bocage! Por vezes penso como seria uma conversa comigo e com o Bocage. Reescreveríamos a história da literatura portuguesa, é o que te digo! ;)

Hetero Doméstico:
Ardente é aqui o Pacheco. A poesia é só parva. ;)

Kique:
Não te preocupes que o Bocage aproveitou bem. ;)

Vanda Nicole:
Acredita que não é com a mente que eu fodo o mundo todo. É mesmo com Pacheco. Bem, podes chamar-lhe "mente". ;)

DeepGirl:
O Patife não acredita na cara-metade. Mas o Pacheco acredita na cona-metade. Isto um dia vai dar sarilho. ;)

Filipa Silva:
Bolas! Eu queria é que me louvasses aqui o Pacheco. Isso sim, seria digno de registo. ;)

Cláudia:
Alto! o Patife só encosta a um canto mulheres bonitas. Ou de mamas grandes. Ou de saias curtas. Ou com ar de devassas. Bem, tu percebes a ideia. ;)

Janita:
Talentoso só na cama. Agora, desbocadas são as que me mamam no palhaço. ;)

Gaja Maria:
Era capaz de ter uma síncope cardíaca depois de ver que lhe fodi as métricas todas, sim. ;)

Quarentona disse...

Tenho a solução para ti: batiza as pachachas, dá-lhes um nome e assim já não te esqueces.
De nada, sempre às ordens (bom, depende da ordem, ok? Não te ponhas com ideias) ;))))

Patife disse...

Quarentona:
Não digas isso duas vezes ao Patife. Além disso, gosto muito de dar ordens. E, queira desculpar, mas já me pus com ideias. Oh se pus. ;)

ematejoca disse...

Também andas por aqui, Janita?

Leio o que este patife escreve, mas nunca tive coragem de deixar aqui um comentário, embora o considere mais poeta do que patife.