terça-feira, 20 de março de 2018
Camelo polar
Quando uma
mulher se veste com padrões de animais estampados nas roupas, está a comunicar a
sua vontade de ser caçada. É toda uma simbologia tácita que aqui o Patife
desvenda em três tempos. Quanto mais raro for o animal escolhido para padrão,
maior o fervor de ser apanhada. E andam por aí, à solta, a exibir a sua
disponibilidade para serem papadas pelo predador mais atento e eficaz, que
normalmente sou eu. Este fim de semana, uma esteve a atiçar-me continuamente durante
horas com uma camisa padrão de chita. Dali até casa dela era um instante, mas
como desatou a chover apanhámos uma grande molha. Acho que foi a vez em que
deixei uma mulher molhada mais depressa. Quando chegámos a casa dela, atirou-me
uma toalha e uma t-shirt lavada e disse que se ia pôr “mais confortável”. Sei
bem o conforto visual que normalmente esta expressão acaba por originar, com
figurinos de rendas e lingeries provocadoras. E foi quando ela apareceu… de
pijama polar. Assim a piscar o olho ao sexy-fofo, só que não. Eu sei que
estamos no inverno. Sei que está frio. Mas esta transgressão do convívio sexual
não é aceitável. Até percebo os pijamas de tecido polar quando se é casado há
10 anos. Aliás, essa é uma das muitas razões para não querer casar. Por isso é
que a minha relação mais longa dura o tempo exato de uma pinada. Inteira. E
olhem que são maratonas da esfrega. Longas caminhadas do pinanço. Agora, quando
na primeira noite me aparece de pijama polar, com as calças de pelinho a
arrepanhar-lhe as bordas da cona, sou capaz de jurar que me saltou um globo
ocular. É que um camel-toe polar é contra-natura. É uma transgressão da teoria
da evolução das espécies. É estar a brincar com a ordem da natureza. Estive para
me ir embora com a afronta, até porque não sou nenhum bicho-papão. Mas tenho
uma picha-papona. Por isso não descansei enquanto não lhe tirei o camelo das
bordas da chona.
segunda-feira, 12 de março de 2018
A Tarzana
Esta tinha a mania que era selvagem. Um andar despudorado, uns cabelos pretos e revoltos, peito para a frente - coisa que me chamou particularmente a atenção e me fez de logo levantar o salpicão - dizia chamar-se Ana e que era muito diferente das outras que eu tinha conhecido. Não demorou muito para que na minha cabeça ficasse conhecida como a Tarzana. Tenho de arranjar múltiplos estratagemas para me lembrar dos nomes das moças que avio à berlaitada. A minha memória é coisa que não dá para nada. Claro que assim que lhe dei o epíteto de Tarzana, o meu imaginário começa a divagar e, enquanto ela fala de si, toda cheia de confiança, eu apenas a vejo a agarrar-se à minha liana cheia de convicção. Acto contínuo imaginário, estamos já numa orgia e ela anda a gritar como uma verdadeira Tarzana enquanto salta de liana em liana, até se fixar na minha grandiosa zarabatana. Uma das coisas que mais aprecio na minha imaginação é a arbitrariedade. Tanto pode num momento estar armada em amazona da goela a abocanhar-me a fartura, como no momento seguinte estar num bacanal de proporção épica, a foder sem qualquer ética. São estas pequenas coisas que me fazem entregar ao carácter inesgotável do murmúrio da imaginação. Claro que com tanta fixação pelo imaginário, nem reparei que a gaja era estrábica. E foi aí que uma dúvida inadiável me assolou. Será que “Tarzana” é agora o nome mais adequado para me lembrar desta mafarrica? Ou será que a devo memorizar como Cabra Cega? Como ela entretanto tirou as cuecas, a dúvida foi adiada para depois da selvajaria sexual a que a submeti. Foi até lhe endireitar o olho.
quinta-feira, 8 de março de 2018
Havemos de fornicar juntos
Esta noite acordei com um pesadelo tenebroso. O José Luís Peixoto estava a editar os meus textos. Páginas e páginas com anotações repletas de candura, sonhos e ambições de amor eterno. Garanto-vos que acordei com urticária psicossomática e uma camada de nervos tão grande que a insónia se prolongou manhã adentro. Para me entreter, comecei a pensar que se o Patife editasse os textos do José Luís Peixoto, haviam de ter escrito textículos de profunda sensibilidade que se tornariam numa epopeia de exaltação nacional, envolta numa carapaça estilística mais dura que o meu bacamarte. E se o Patife editasse os textos do José Luís Peixoto, teriam saído coisinhas lindas assim:
Normalmente, toda a gente está demasiado preocupada em colocar a sua estaca na cliente seguinte, andam ansiosos, nervosos, têm medo que aquele que está à frente lhes leve os pares de mamas, têm medo de encontrar um vestígio daquele que chegou primeiro. Enquanto não lhes arrancam as cuecas e espetam a sua estaca, não descansam. Depois, não descansam também, inventam logo outras maneiras de entreter a doentia mente com quem pode vir a seguir a eles. É por isso que poucos chegam a aperceber-se de que a verdadeira imagem do fervor sexual acontece num momento muito bonito e delicado, naqueles breves segundos que antecedem o momento em que um gajo entra chona adentro.
As canções e os poemas ignoram isto. Elevam campos, abraços, passeios na praia, paisagens de falésias, emoções, estrelas no céu, paixões e trastes de guitarras, mas esse momento específico, com ela de cuecas no meio das pernas a tremelicar, tal a sofreguidão de o meter, que antecede o arrombar pela primeira vez de uma bardanasca é ignorado ostensivamente por todos os cantores e poetas românticos do mundo. Bem sei que no momento há a crueza das palmadas que se seguem, há o barulho infernal de quem está a levar uma bem dada, gemidos de “ai-ai-ai Patife que m´arrebentas as bordas da cona”, há o barulho dos meus taurinos tomates a embater nas sinuosas curvas das nádegas, arranhões e apertos, todo um manancial de ordinarice e devassidão na entrega momentânea, e a noção de que depois seremos dois estranhos que não voltarão a tocar-se. Mas tudo isto, à volta, num plano secundário, só deveria servir para elevar mais ainda a grandeza deste momento.
É muito fácil confundir uma queca banal com uma preciosa quando surgem simultâneas e quase sobrepostas. Essa é uma das mil razões que confirma a necessidade da experiência. Foder é muito diferente de ver foder ou imaginar foder. Pelos olhos, incendiados pela carícia da insónia, passam-nos as fodas que escolhemos uma a uma e os instantes futuros que tememos que se sucedessem se uma dessas escolhas se tornasse definitiva: quando a seguir ela estiver a tentar ligar sofregamente vezes sem conta, a perguntar por que não saímos novamente ou a querer saber “qual-foi-o-problema-parecia-estar-tudo-bem”, é que nos apercebemos que pinámos uma vez e agora parece que temos logo de ir tomar o pequeno-almoço, pôr roupa suja na máquina enquanto cantamos, lavar os dentes juntos refletidos pelo mesmo espelho enquanto a espuma escorre pelas beiças, em vez de estarem com a boca cheia da minha generosa meita, a comunicar por palavras de sílabas imperfeitas, como se tivessem ficado com uma deficiência na fala depois de ter o meu Pacheco na boca.
Ter alguém que saiba ter a nossa picha na boca é um descanso na alma. Essa tranquilidade faz falta, abranda a velocidade do tempo entre pinadas. É incompreensível que ninguém a cante.
As canções e os poemas de amor ignoram tanto acerca de pinar. Amor também é pinar por aí afora, sem freios nem espartilhos sociais, é brincar com a arbitrariedade e aprender com as pinadas menos boas. Talvez seja uma queca épica, talvez seja uma desgraça, não importa. Mamas são mamas e não haverá televisão alguma que me distraia daquilo. Se me virarem o rabo também serve. É essa a magia deste amor. Pelo caminho, vai-se pinando, e chega-se ao fim da vida a equilibrar uma torre de chonas aleatórias.
Normalmente, toda a gente está demasiado preocupada em colocar a sua estaca na cliente seguinte, andam ansiosos, nervosos, têm medo que aquele que está à frente lhes leve os pares de mamas, têm medo de encontrar um vestígio daquele que chegou primeiro. Enquanto não lhes arrancam as cuecas e espetam a sua estaca, não descansam. Depois, não descansam também, inventam logo outras maneiras de entreter a doentia mente com quem pode vir a seguir a eles. É por isso que poucos chegam a aperceber-se de que a verdadeira imagem do fervor sexual acontece num momento muito bonito e delicado, naqueles breves segundos que antecedem o momento em que um gajo entra chona adentro.
As canções e os poemas ignoram isto. Elevam campos, abraços, passeios na praia, paisagens de falésias, emoções, estrelas no céu, paixões e trastes de guitarras, mas esse momento específico, com ela de cuecas no meio das pernas a tremelicar, tal a sofreguidão de o meter, que antecede o arrombar pela primeira vez de uma bardanasca é ignorado ostensivamente por todos os cantores e poetas românticos do mundo. Bem sei que no momento há a crueza das palmadas que se seguem, há o barulho infernal de quem está a levar uma bem dada, gemidos de “ai-ai-ai Patife que m´arrebentas as bordas da cona”, há o barulho dos meus taurinos tomates a embater nas sinuosas curvas das nádegas, arranhões e apertos, todo um manancial de ordinarice e devassidão na entrega momentânea, e a noção de que depois seremos dois estranhos que não voltarão a tocar-se. Mas tudo isto, à volta, num plano secundário, só deveria servir para elevar mais ainda a grandeza deste momento.
É muito fácil confundir uma queca banal com uma preciosa quando surgem simultâneas e quase sobrepostas. Essa é uma das mil razões que confirma a necessidade da experiência. Foder é muito diferente de ver foder ou imaginar foder. Pelos olhos, incendiados pela carícia da insónia, passam-nos as fodas que escolhemos uma a uma e os instantes futuros que tememos que se sucedessem se uma dessas escolhas se tornasse definitiva: quando a seguir ela estiver a tentar ligar sofregamente vezes sem conta, a perguntar por que não saímos novamente ou a querer saber “qual-foi-o-problema-parecia-estar-tudo-bem”, é que nos apercebemos que pinámos uma vez e agora parece que temos logo de ir tomar o pequeno-almoço, pôr roupa suja na máquina enquanto cantamos, lavar os dentes juntos refletidos pelo mesmo espelho enquanto a espuma escorre pelas beiças, em vez de estarem com a boca cheia da minha generosa meita, a comunicar por palavras de sílabas imperfeitas, como se tivessem ficado com uma deficiência na fala depois de ter o meu Pacheco na boca.
Ter alguém que saiba ter a nossa picha na boca é um descanso na alma. Essa tranquilidade faz falta, abranda a velocidade do tempo entre pinadas. É incompreensível que ninguém a cante.
As canções e os poemas de amor ignoram tanto acerca de pinar. Amor também é pinar por aí afora, sem freios nem espartilhos sociais, é brincar com a arbitrariedade e aprender com as pinadas menos boas. Talvez seja uma queca épica, talvez seja uma desgraça, não importa. Mamas são mamas e não haverá televisão alguma que me distraia daquilo. Se me virarem o rabo também serve. É essa a magia deste amor. Pelo caminho, vai-se pinando, e chega-se ao fim da vida a equilibrar uma torre de chonas aleatórias.
segunda-feira, 5 de março de 2018
O drama das cuecas desirmanadas
Palavra de honra que o
drama das meias desirmanadas é uma ninharia fútil quando comparado ao problema
que me assola há anos e que é verdadeiramente uma enorme dor de cabeça. É o
drama das cuecas desirmanadas das donas, que me aflige. Tenho toda uma coleção
de cuequinhas lá em casa, que foram esquecidas, deixadas propositadamente para
trás, abandonadas à sua sorte, ou simplesmente desaparecidas em combate sexual.
Por vezes penso que minha casa é uma espécie de triângulo das bermudas das
cuecas. Assim que sai de perto da cona de sua dona, esconde-se num recanto
qualquer da minha casa e por lá fica. A minha empregada é que as encontra,
perdidas pelos cantos, todas amarfanhadas, certamente que a tentar voltar para
casa após uma noite bem passada, numa espécie de walk of shame da lingerie. Dantes
dizia para ela as deixar dentro de um vaso transparente e vazio que por lá
tenho, mas depois começaram a ser tantas cuecas desirmanadas das donas que o vaso
já não dava conta do recado. O que é elucidativo de que eu dou conta do pecado. Há cuecas com rendas, cuecas
asa delta, cuecas-fisga, de nylon, de lycra, de algodão felizmente não, cuecas
lassas, de rendinhas, cuecas de todas as cores que possam imaginar, enfim,
cuecas que são a memória viva das minhas quecas. Quis acabar com este drama e
este fim de semana, após encontrar mais uma cueca perdida pós-queca, decidi fazer
uma máquina de cuecas desirmanadas para as entregar às respetivas chonas. Estão
todas lavadas e dobradas numa gaveta, prontinhas a entregar à pachacha que as abandonou.
Depois do primeiro passo, tento estabelecer relações e recorrer à memória para
associar caras às cuecas, mas o máximo que consigo é associar a cueca à cona de
onde as tirei. Mas depois falha-me o passo de associar a cona à sua dona. Agora
tenho toda uma coleção de cuecas desirmanadas e perfumadas sem saber a quem as
devolver. A próxima mafarrica que vier cá a casa pinar e no final não souber
das suas cuecas, vou sugerir que leve uma das cuecas desirmanadas, a ver se dou
cona disto. Pergunto-me se alguma ficará chateada…
quinta-feira, 1 de março de 2018
Foder é fogo que arde sem se ver
Há manhãs em
que ainda não abri os olhos e o primeiro pensamento que povoa a minha mente é logo
espetar a minha gaita na primeira bardanasca que me ocorrer. Depois, sento-me
na cama, recordo que pinei na noite anterior e penso que devia ter uma espécie
de neutralizador de palato entre chonas. Tento recordar o nome da moça, nome
que gritei fervorosamente durante a noite, mas percebo que saiu da minha cabeça
no momento em que ela fechou a porta de casa atrás de si. Penso de mim para mim:
“Patife mau! Patife feio!” e viro-me para coisas bonitas e fofinhas como a
poesia. Depois, imagino que se eu tivesse sido o editor do Camões, teriam sido
criadas verdadeiras pérolas da literatura nacional capazes de integrar o
programa escolar da língua portuguesa. E se isto tivesse acontecido, teriam
saído coisinhas poéticas lindas assim:
Foder é fogo
que arde sem se ver;
É picha que mói, e tudo sente;
É espetar penetrantemente;
É dor que só se aplaca a foder.
É um não querer mais que só foder;
É um saltar de cona em cona permanente;
É dar-lhes sempre aqui com a batente;
É um amar que se ganha para depois se perder.
É querer espetar quando se tem vontade;
É servir quem aparece, qual conquistador;
É não acreditar numa cara-metade;
Mas como pode este ardor;
Nos corações femininos causar saudade;
E eu apenas sentir-me pecador?
É picha que mói, e tudo sente;
É espetar penetrantemente;
É dor que só se aplaca a foder.
É um não querer mais que só foder;
É um saltar de cona em cona permanente;
É dar-lhes sempre aqui com a batente;
É um amar que se ganha para depois se perder.
É querer espetar quando se tem vontade;
É servir quem aparece, qual conquistador;
É não acreditar numa cara-metade;
Mas como pode este ardor;
Nos corações femininos causar saudade;
E eu apenas sentir-me pecador?
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Armas de distração massiva
Chamem-lhes o que quiserem:
mamas, tetas, par de chuchas, marmelos, holofotes, air-bags, faróis da frente,
pára-choques, prateleiras, bombocas, que o resultado será sempre o mesmo. O meu
olhar vai acompanhá-las até as retinas ficarem eretas e aqui o Pacheco ficar
tão robusto como um tronco de mogno. Não me culpem. Faz parte da natureza
humana. Onde quer que ande um par de chuchas, haverá sempre um corrupio de
homens prontos para o devassar com o olhar. Uns fazem pela calada. E esses são
os piores. Há uns que chegam a criticar os homens que têm a honestidade de
olhar com lânguido despudor sobre todo e qualquer declivado decote, os sonsos.
Não compreendo a inibição, mas dou uma ajudinha à vossa consciência: As mamas
foram criadas com o principal propósito de serem admiradas e a maioria das
mulheres usa decotes, roupa e lingerie, pensadas somente para deixar todo e
qualquer globo ocular a andar à roda. Eu cá fico logo com a cabeça a andar à
foda. Mas isso é porque tenho uma sensibilidade de gnu, coisa própria de quem
gosta muito de ir ao cu. Isto tudo a propósito do grandioso par de tetas que
tive o engenho de profanar ao apalpão esta semana. Estava já de saída do
Chiado, entretido comigo mesmo, quando as vejo passar, todas generosas e a
clamar por atenção. A mafarrica que as passeava só a vi uns bons dez minutos
depois, tal o efeito de fixação mamaçal. Ficámos fixados, olhos-nos-bicos e
bicos-nos-olhos e aquilo só podia acabar em festa mamária. Assim foi. As mamas
saracotearam na minha direcção – quase que posso jurar que as vi a bater
palminhas – e tive de invocar toda a arte recreativa para manusear aquelas
mamocas. Até deu aqui para o meu Pacheco fazer saltos de trampolim e bater
castanholas com as ditas. Gostar de mamas grandes é fácil. O desafio está em
saber o que fazer com elas. É assim um pouco como o amor. Ah, e cu. Mas isso
abordo noutro dia. Por falar em bordas, ali vão umas a dançaricar Chiado
abaixo. “Anda, Pacheco!”. E para que não restem dúvidas, sim, comi a mamalhuda. Como tinha um primo de visita, levei-a para a minha cave. Encavei-a toda.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Quando o rei faz ânus
Esta manhã
acordei com um desejo fervoroso de meter aqui o pimpolho no primeiro entrefolho
que me aparecesse à frente. É um desafio perigoso se pensarem bem, pois não
podemos controlar a qualidade da marafona que nos surge primeiro diante da
vista. Mas há dias em que um tipo deve ser fiel aos seus princípios e aos seus
desejos. Além disso, como sempre segui o provérbio "A ocasião faz o
tesão" decidi lançar-me à berlaitada na primeira crica que me
desse os bons-dias. Assim foi. Desço as escadas do meu terceiro andar sem
elevador, isto de olhos bem fechados para não trombar com a Dona Guilhermina,
uma velha vizinha chata que tem todo o ar de ter cona de foca - com bigodes e a
cheirar a peixe, portanto. Então lá fui descendo aos repelões e às apalpadelas,
a agarrar tudo como se fossem as tetas da sueca do segundo direito, não fossem
elas, quer dizer ela, aparecer pela escada e eu perder tal oportunidade
mamaçal. Ainda nem tinha aberto a porta da rua e já estava a ouvir uma
gargalhada feminina mesmo a passar em frente. Aquela mulher gargalhava como
ninguém. Direi mesmo que tinha um bom gargalho. Já eu tenho algo foneticamente
muito semelhante. Mas maior. Analisei em breves segundos a dita gargalhada e,
como fiquei com a pichota bem-disposta, continuei o movimento de saída para a
rua. De facto a gargalhada era boa, mas assim que interagimos e ela percebe as
minhas porcalhotas intenções, mete um ar todo emproado e diz logo que “nem é preciso
vir atrás”. É nestes momentos que pauso a vida por um instante e penso: “Oh
filha, vais engolir essas palavras! E não vai ser a única coisa que vais
engolir”. Por isso, e como o Patife é um homem de palavra, levou a sua avante.
Já ela levou com a minha por detrás. É uma espécie de variação da expressão popular "Quando o rei faz ânus". Foi até fazer faísca.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Mamas ao ar!
No outro dia estava a chegar a casa após um duro e longo dia
de caralho, quando inesperadamente me cai em cima da cabeça um soutien. Oh
sorte, isto é que é sina. É que passei o dia inteiro a pinar com uma mafarrica
casada e mal fodida, coisa que me obrigou a tirar todos os truques da cartola
aqui do Pacheco para a deixar com a chona amestrada pelo menos durante uma
semana. E o que mais me faltava era chegar a casa e ainda ter de andar à
procura das mamas certas para aquele soutien. Foi um dia intenso e agora,
cavalheiro e educado como sou, tenho de ir devolver o soutien que caiu, sabe-se
lá de que estendal, ao par de mamas que o perdeu. Por momentos, de soutien nas
mãos, entretenho-me a imaginar a andarem por aí umas mamocas perdidas à solta,
pendidas sobre a minha imaturidade. Pelo soutien consegue-se saber muito sobre
uma mulher. Eu cá, pouco quis saber sobre esta mulher em particular. Assim que
percebi pelo tamanho da copa que devia sustentar uma bela chicha de teta, e apesar
de ter sido um dia longo, quase tão longo como o bacamarte que hospedo entre as
pernas, soube que tinha de ir devolver o soutien à rapariga e, claro, ver o par
de chuchas que se acomodam dentro daquela peça de proporções generosas. Entre espreitar
os estendais com roupa e uma pequena conversa com o merceeiro, rapidamente
encontrei as mamas certas. Por breves instantes senti-me o príncipe da
Cinderela das Chuchas, a andar de porta em porta para encontrar o par de tetas
que cabia em tão elegante lingerie. Por fim lá a encontrei. Assim que me abriu
a porta estendi o soutien devidamente dobrado e, ao reparar que ela estava com um
top sem soutien, soltei um espontâneo e em tom policial: “Mamas ao ar!”. Entre a
sua atrapalhação e o meu divertimento, entreguei o apara-tetas enquanto imaginava a rebaldaria que devia estar a ser debaixo do top, com
mamas daquele calibre sem soutien para as controlar. Depois subi o olhar e
reparei que, tirando a falta do soutien, a mafarrica tinha ar de beata. E como
beata que se preze, no final do dia acabou na piça das sete.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Guelra das Estrelas
Ontem transgredi a minha
ética sexual e papei uma millennial. Era tão novinha e tinha um ar tão frágil que
tive receio de a partir só com o olhar. Ficou fatalmente sentada ao meu lado
num jantar de alta sociedade a que recorrentemente sou convidado, estou em crer
que por erro, e foi soltando sorrisos controlados e amordaçados pela sua
polidez social a qualquer graçola que eu dizia, até que soltou um “Ai, Patife,
as coisas que tu dizes…”. Oh filha, com as coisas que eu te diria ao ouvido
ficavas a ovular. Agora que penso nisso devia mesmo ter segredado algumas
quantas coisas à cachopa para ver a sua reacção. Mas há momentos em que um Patife
tem de se controlar, por isso preferi continuar no humor ligeiro até terminar o
jantar. Ainda não tinha terminado o segundo digestivo quando a rapariga, certamente
com o vinho a trepar-lhe pelas bochechas da cona, me conduziu para fora do evento.
Depressa percebi pela forma do seu arfar pré-coital, que estava prontíssima
para o carnaval sexual que só o Pacheco consegue proporcionar. Mas o
inimaginável estava a aguardar à boca de cena. Na verdade, à boca de cona. Assim que lhe
arranco a lingerie à dentada, qual felino sedento de chona fresca, desvendo
toda uma maquilhagem de glitter em forma de estrelas a enfeitar-lhe a pachacha.
Como aquilo brilhava! Quase que posso jurar que fiquei encandeado. Onde já se
viu, ofuscado por uma pachacha repleta de glitter! Isto sim, é a autêntica
saga da Guelra das Estrelas. Embalado pelo momento, recordo um truque antigo, apago
a lâmpada e enfio um preservativo luminoso, manejando o Pacheco como um majestoso
Sabre de Luz enquanto recrio o som do movimento, antes de lhe entrar guelra
adentro. É que já perdi muitas batalhas, mas nunca perco uma boa guelra.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Si a ti te gusta, a mi me encanta
Ontem
conheci uma professora de espanhol num baile de máscaras. Estava mascarada de
fada e tudo corria bem até eu ter tido a infeliz ideia de me armar em
engraçadinho e proferir uma frase em castelhano. Estava ela, nitidamente, a
olhar para o meu saliente papo de picha, que pululava ganga acima, quando solto
num perfeitíssimo castelhano um clássico da antiguidade pornográfica: “Si a ti
te gusta, a mi me encanta!” O problema é que não saiu num castelhano assim tão
perfeito como soou na minha cabeça e a professora não se coibiu de, prontamente,
me corrigir. Explicava ela que tinha de usar um determinado movimento de língua
e mais não sei o quê que não ouvi porque me perdi no movimento da língua da senhora
professora. Ora, aproveitei a deixa e pedi esclarecimentos para uma aula de
língua espanhola. Sou um produto da escola da experiência, por isso solicitei
lições práticas. Desconfio que estivesse saturada de dar aulas teóricas, dada a
prontidão em aceitar a minha proposta, e com toda a suavidade social, conduzi-a
a minha casa. E oh, meu deus. Aquela língua usou recursos estilísticos em torno
do meu Pacheco só ao alcance dos predestinados da linguística. Faria chorar de
inveja qualquer mestre da linguística, de Rousseau a Barthes. Não haveria
trava-línguas que atrapalhasse toda aquela mestria. Claramente uma mulher
talhada para lamber, e, mais importante, para mostrar como se lambe a quem
quiser aprender. Como superior cavalheiro, apressei-me a agradecer a semiótica
sexual. É que a senhora professora até pode ter começado a noite vestida de
fada. Mas acabou mascarada de foda.
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