quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Quando o rei faz ânus
Esta manhã
acordei com um desejo fervoroso de meter aqui o pimpolho no primeiro entrefolho
que me aparecesse à frente. É um desafio perigoso se pensarem bem, pois não
podemos controlar a qualidade da marafona que nos surge primeiro diante da
vista. Mas há dias em que um tipo deve ser fiel aos seus princípios e aos seus
desejos. Além disso, como sempre segui o provérbio "A ocasião faz o
tesão" decidi lançar-me à berlaitada na primeira crica que me
desse os bons-dias. Assim foi. Desço as escadas do meu terceiro andar sem
elevador, isto de olhos bem fechados para não trombar com a Dona Guilhermina,
uma velha vizinha chata que tem todo o ar de ter cona de foca - com bigodes e a
cheirar a peixe, portanto. Então lá fui descendo aos repelões e às apalpadelas,
a agarrar tudo como se fossem as tetas da sueca do segundo direito, não fossem
elas, quer dizer ela, aparecer pela escada e eu perder tal oportunidade
mamaçal. Ainda nem tinha aberto a porta da rua e já estava a ouvir uma
gargalhada feminina mesmo a passar em frente. Aquela mulher gargalhava como
ninguém. Direi mesmo que tinha um bom gargalho. Já eu tenho algo foneticamente
muito semelhante. Mas maior. Analisei em breves segundos a dita gargalhada e,
como fiquei com a pichota bem-disposta, continuei o movimento de saída para a
rua. De facto a gargalhada era boa, mas assim que interagimos e ela percebe as
minhas porcalhotas intenções, mete um ar todo emproado e diz logo que “nem é preciso
vir atrás”. É nestes momentos que pauso a vida por um instante e penso: “Oh
filha, vais engolir essas palavras! E não vai ser a única coisa que vais
engolir”. Por isso, e como o Patife é um homem de palavra, levou a sua avante.
Já ela levou com a minha por detrás. É uma espécie de variação da expressão popular "Quando o rei faz ânus". Foi até fazer faísca.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Mamas ao ar!
No outro dia estava a chegar a casa após um duro e longo dia
de caralho, quando inesperadamente me cai em cima da cabeça um soutien. Oh
sorte, isto é que é sina. É que passei o dia inteiro a pinar com uma mafarrica
casada e mal fodida, coisa que me obrigou a tirar todos os truques da cartola
aqui do Pacheco para a deixar com a chona amestrada pelo menos durante uma
semana. E o que mais me faltava era chegar a casa e ainda ter de andar à
procura das mamas certas para aquele soutien. Foi um dia intenso e agora,
cavalheiro e educado como sou, tenho de ir devolver o soutien que caiu, sabe-se
lá de que estendal, ao par de mamas que o perdeu. Por momentos, de soutien nas
mãos, entretenho-me a imaginar a andarem por aí umas mamocas perdidas à solta,
pendidas sobre a minha imaturidade. Pelo soutien consegue-se saber muito sobre
uma mulher. Eu cá, pouco quis saber sobre esta mulher em particular. Assim que
percebi pelo tamanho da copa que devia sustentar uma bela chicha de teta, e apesar
de ter sido um dia longo, quase tão longo como o bacamarte que hospedo entre as
pernas, soube que tinha de ir devolver o soutien à rapariga e, claro, ver o par
de chuchas que se acomodam dentro daquela peça de proporções generosas. Entre espreitar
os estendais com roupa e uma pequena conversa com o merceeiro, rapidamente
encontrei as mamas certas. Por breves instantes senti-me o príncipe da
Cinderela das Chuchas, a andar de porta em porta para encontrar o par de tetas
que cabia em tão elegante lingerie. Por fim lá a encontrei. Assim que me abriu
a porta estendi o soutien devidamente dobrado e, ao reparar que ela estava com um
top sem soutien, soltei um espontâneo e em tom policial: “Mamas ao ar!”. Entre a
sua atrapalhação e o meu divertimento, entreguei o apara-tetas enquanto imaginava a rebaldaria que devia estar a ser debaixo do top, com
mamas daquele calibre sem soutien para as controlar. Depois subi o olhar e
reparei que, tirando a falta do soutien, a mafarrica tinha ar de beata. E como
beata que se preze, no final do dia acabou na piça das sete.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Guelra das Estrelas
Ontem transgredi a minha
ética sexual e papei uma millennial. Era tão novinha e tinha um ar tão frágil que
tive receio de a partir só com o olhar. Ficou fatalmente sentada ao meu lado
num jantar de alta sociedade a que recorrentemente sou convidado, estou em crer
que por erro, e foi soltando sorrisos controlados e amordaçados pela sua
polidez social a qualquer graçola que eu dizia, até que soltou um “Ai, Patife,
as coisas que tu dizes…”. Oh filha, com as coisas que eu te diria ao ouvido
ficavas a ovular. Agora que penso nisso devia mesmo ter segredado algumas
quantas coisas à cachopa para ver a sua reacção. Mas há momentos em que um Patife
tem de se controlar, por isso preferi continuar no humor ligeiro até terminar o
jantar. Ainda não tinha terminado o segundo digestivo quando a rapariga, certamente
com o vinho a trepar-lhe pelas bochechas da cona, me conduziu para fora do evento.
Depressa percebi pela forma do seu arfar pré-coital, que estava prontíssima
para o carnaval sexual que só o Pacheco consegue proporcionar. Mas o
inimaginável estava a aguardar à boca de cena. Na verdade, à boca de cona. Assim que lhe
arranco a lingerie à dentada, qual felino sedento de chona fresca, desvendo
toda uma maquilhagem de glitter em forma de estrelas a enfeitar-lhe a pachacha.
Como aquilo brilhava! Quase que posso jurar que fiquei encandeado. Onde já se
viu, ofuscado por uma pachacha repleta de glitter! Isto sim, é a autêntica
saga da Guelra das Estrelas. Embalado pelo momento, recordo um truque antigo, apago
a lâmpada e enfio um preservativo luminoso, manejando o Pacheco como um majestoso
Sabre de Luz enquanto recrio o som do movimento, antes de lhe entrar guelra
adentro. É que já perdi muitas batalhas, mas nunca perco uma boa guelra.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Si a ti te gusta, a mi me encanta
Ontem
conheci uma professora de espanhol num baile de máscaras. Estava mascarada de
fada e tudo corria bem até eu ter tido a infeliz ideia de me armar em
engraçadinho e proferir uma frase em castelhano. Estava ela, nitidamente, a
olhar para o meu saliente papo de picha, que pululava ganga acima, quando solto
num perfeitíssimo castelhano um clássico da antiguidade pornográfica: “Si a ti
te gusta, a mi me encanta!” O problema é que não saiu num castelhano assim tão
perfeito como soou na minha cabeça e a professora não se coibiu de, prontamente,
me corrigir. Explicava ela que tinha de usar um determinado movimento de língua
e mais não sei o quê que não ouvi porque me perdi no movimento da língua da senhora
professora. Ora, aproveitei a deixa e pedi esclarecimentos para uma aula de
língua espanhola. Sou um produto da escola da experiência, por isso solicitei
lições práticas. Desconfio que estivesse saturada de dar aulas teóricas, dada a
prontidão em aceitar a minha proposta, e com toda a suavidade social, conduzi-a
a minha casa. E oh, meu deus. Aquela língua usou recursos estilísticos em torno
do meu Pacheco só ao alcance dos predestinados da linguística. Faria chorar de
inveja qualquer mestre da linguística, de Rousseau a Barthes. Não haveria
trava-línguas que atrapalhasse toda aquela mestria. Claramente uma mulher
talhada para lamber, e, mais importante, para mostrar como se lambe a quem
quiser aprender. Como superior cavalheiro, apressei-me a agradecer a semiótica
sexual. É que a senhora professora até pode ter começado a noite vestida de
fada. Mas acabou mascarada de foda.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Curiosices não, foda-se
Não há uma forma educada de dizer isto. Da mesma forma que
não há uma forma educada de foder. Haver até há, mas só de pensar nisso dá-me
espasmos continuados no miocárdio e um tique nervoso na ponta da pichota, por
isso vamos fazer de cona que não há. Não vou estar para aqui com meias
palavras. Por isso, peço desculpa pelo que se vai passar a seguir. A sério que
sim. Mas foda-se caralho pá, minha putaça desgovernada de chona lassa, ordinarona
digna de montra embrulhada nesse corpo de lontra. A próxima vez, mil caralhos te
fodam todos os dias à bruta e a seco, que me perguntares no que é que eu estou
a pensar precisamente no micro-segundo após ter largado doses massivas de
langonha entre o teu cu e a tua fronha, te garanto ó minha putanheira dum raio,
aventesma que se mexe como uma lesma, rameira brocheira cheia de curiosidade
fútil, que te dou a resposta mais sincera de todas só para ver a tua reação ao saberes
que o que eu estou a pensar assim que acabo de te pinar, oh foda-se, é um misto
entre as mamas da minha vizinha, a próxima chona fresca que vou aviar e a forma
como te farei desaparecer da minha vista sem voltares a abrir essa boquinha de
quenga do mato a não ser que seja para acomodar este bajolo novamente garganta
abaixo. O Patife diz muito boa noite ou muito bom dia e vai para a rua engatar
uma vadia.
Da série "Não, foda-se":
Meiguices não, foda-se
Queridices não, foda-se
Peluchices não, foda-se
"Lembidelas" não, foda-se
Da série "Não, foda-se":
Meiguices não, foda-se
Queridices não, foda-se
Peluchices não, foda-se
"Lembidelas" não, foda-se
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Feliz Analversário
Todos os anos comemoro o meu analversário. No fundo sou um
romântico que gosta de assinalar as datas festivas, como esta que marca o dia
em que o Patife fez sexo anal pela primeira vez. Levo isso muito a sério e
todos os anos saio à rua para encontrar uma mafarrica disposta a entrar nos
festejos, enquanto eu entro na sua pandeireta. Desta vez, sento-me a beber um
whisky quando ela aparece. Tinha os quadris mais sensuais e proeminentes que
alguma vez tinha contemplado. Desde que entrou a bambolear no bar, saracoteando
as ancas como uma enguia com o cio, já sabia que não ia descansar enquanto não
lhe acomodasse o bom do Pacheco entre as nádegas. A rapariga proporcionou um analversário digno
de registo, mas no fim estava toda orgulhosa e armada em amazona da bufa por ter
aguentado com o mítico Pacheco enfiado pelo rabo acima. Ora eu cá tenho uma
reputação sexual a defender e não posso permitir que uma moçoila ache que acomodou
toda a grandiosidade do Pacheco na pandeireta e sobreviveu para contar a
história. Por isso apressei-me a refrear-lhe os ânimos: “Calma, princesa. Não é
caso para tanta arrogância sexual, que nem metade do Pacheco entrou. Não passou
da cabeça, estava a ser cortês”. Ui. Não gostou. Desata a disparar impropérios
sem termo e aproxima-se de um elevado nível de histeria, naquele tonzinho em
crescendo que algumas mulheres usam em determinados momentos da sua vida:
“Cortês!? Cortês!? Estavas a sodomizar-me à bruta! O que tem isso de
cortês!?!?”. O facto de ela ter estado a vir-se em cascata, descontrolada de
prazer durante as últimas horas, não veio à baila nesta altura, vá-se lá saber
porquê. Nem o de ter-me pedido para a tratar como uma "puta fodelhona" enquanto
alojava o meu bajolo nas suas bimbas. O que nem seria heresia, digo-vos já.
Destas pequenas coisas não teve ela dúvidas sobre o grau de cortesia e polidez
social subjacentes. Mas pronto. Como sou um tipo com uma capacidade lógica
notável, depressa percebi que a moça queria era poder dizer às amigas que tinha
aguentado com o rabo no espeto do Patife, e que o facto de ter usado apenas
meio-tarolo a fez sentir-se diminuída e indigna. Por isso, puxei-a novamente
para mim e dei-lhe o maior aviamento de que há memória, desde que a memória
seja curta. A esta distância, sou capaz de jurar que até a pachacha suspirou no
fim.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Como fisgar o Patife
A preguiça é a mãe de todos
os vícios. Mas mãe é mãe e é preciso respeitá-la. Como acordei cheio de
preguiça, na mesma proporção que vontade de pinar, liguei o computador para
ver se alguma das minhas amigas do Skype estava disponível para uma sessão
voyeur. Por isso vesti-me, penteei-me e aprontei-me, pois sou um cavalheiro do
digital. Quando estava pronto para a festa rija exibicionista, apercebo-me que
já estou vestido e arranjado, por isso decidi ir antes engatar para o Chiado. Nem
dois quarteirões tinha andado quando a encontrei. Tinha um ar de foliona sexual
que não deixava ninguém indiferente e meia hora depois já estava toda embeiçada.
Levei-a para casa a pensar naquelas beiças de volta do meu pincel, mas a estouvada da moça colocou-se logo na posição de
cavaleira, pronta a montar-me como um puro sangue lusitano. Sempre que uma moça
assume a posição de cavaleira tenho há anos na cabeceira da cama uma ventoinha
que me apresso a ligar na direcção da rapariga, para dar um efeito visual mais
cinematográfico. É maravilhoso vê-la a montar selvaticamente, com os cabelos a esvoaçar. Parece
mesmo que está a galope. Mas após a galopada, a magana ousou dizer que queria
“enroscar”. Só me apeteceu responder-lhe: "Ó filha, acabaste de me moer a
rosca toda, não chega?”. Como nasci desprovido de um sistema de censura verbal,
disse-o na mesma, porém, num tom simpático. Ficou logo azeda e pouco demorou a
ir-se embora. Depois... estendo o meu corpo sobre a cama e entro em profundos
dilemas morais e pensamentos de grande intensidade emocional e pergunto-me se alguma
mulher me conseguirá verdadeiramente fisgar. Talvez. Com uma cona de pesca.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
A nádegas tantas
Normalmente fodo. Mas este
fim de semana fui fodido. Estava em casa a entrar em parafuso, por isso
precisei de ir à rua encontrar uma porca. Lá fui todo entretido beber uma
cerveja ao Chiado enquanto aproveitei para apreciar as pandeiretas que passam.
Para mim, estar sentado no Chiado é um pouco como um Tinder em tempo real mas
concentrado em rabos. Vou-os deixando passar até surgir um que me desperte. E
lá passou um todo empinado e fresco, como que a suplicar por uma palmada de
qualidade superior. Uma gaja que anda na rua daquela maneira a espetar o rabo
tem de estar ansiosa para que um tipo fique com vontade de lhe espetar o nabo.
Não acredito noutra hipótese. Por isso lá fui, como cavalheiro atento a estas
pequenas cortesias sociais. Deixar passar um rabo que se empina daquela maneira, roçaria a falta de educação, quando a única coisa que quero roçar é aqui este
totem fálico naquela altiva pandeireta. Assim que enceto conversa e a convido
para sentar, a moça, sabida, manda-me logo baixar a bola. Que é logo coisa para
eu levantar a tola. Era toda desempoeirada e a nádegas tantas lá quebrei as
minhas regras, entreguei-me à sorte e deixei que ela conduzisse. Era forte e
determinada. Sabia o que queria e o que fazia, trocámos mais um par de frases
desnecessárias e lá fomos parar a casa dela. Tinha o quarto todo armado para
uma pranchada à estouvada, daquelas em que vale tudo e não sobra nada. Encolhi
os ombros como quem diz: “Vim meter-me na toca da loba...” e por isso
apressei-me a mostrar-lhe o meu capuchinho vermelho. Possessa da pachacha, a
mafarrica lançou-se como uma loba faminta devorando-me como se não houvesse
amanhã. Ainda estive para lhe perguntar, ao jeito dos clássicos contos de
fodas: “Olha lá, porque é que tens uma pachacha tão grande?”. Mas achei mais
sensato continuar a pinar. Estava eu entretido a contar as bombadas por minuto
a que a senisga da moça estava a ser sujeita, quando me recordo que tinha sido
a sua bilha que me tinha atiçado inicialmente. Deixar um rabo daqueles sem a
atenção necessária seria, no mínimo, um ultraje sexual e uma falta de cortesia
sem limites. Por isso, enchi o peito, segurei-lhe nas pegas, virei-a ao
contrário e pensei: “Agora é que esta porca torce o rabo”. Dada a intensidade da
pinada, até os vizinhos fumaram um cigarro no fim, tal a selvajaria do meu
entusiasmo.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Mulheres de pêlo na venta
Esta manhã acordei com um
espalhafato bairrista à minha porta. Ainda mal tinha iniciado o processo de
apaziguamento do morning glory do meu pincel, que me obriga a fazer o pino
todas as manhãs para conseguir acertar na sanita, quando ouço o bradar do meu
nome, em exaltação total: “Anda cá, Patife! Abre a porta que temos de falar! Não julgues que te escapas assim. Eu não sou como as outras. Não aceito isto! Se
não me queres mais, vais ter de me dizer isso nos olhos. Isso de pinar e zarpar
é para as gajas da margem sul!”. Curiosamente nenhuma mulher da margem sul me
fez um espetáculo de pé de chinelo destes à porta de casa. Mas pronto. Podia
ser do fraco raciocínio matinal mas nunca percebi esta mania
do dizer as coisas nos olhos. Achas que o discurso muda por ter a tua linda
cara à minha frente, patetinha? Olha lá, não posso só assomar-me à janela e
dizer-te para ires para casa, que não estou assim tão interessado? Eu acho que só
tenho paciência para aturar estas coisas porque reconheço que quem leva com
este portentoso bacamarte, secundado por um menear de ancas digno de ginasta
olímpico, depois fica “ó-cio ó-cio que não consigo agora voltar para aquelas
coisinhas murchas e enfadonhas”. Tento ser compreensivo porque lhes dei a conhecer
um admirável fundo novo e depois têm medo de não encontrar uma pichota que lhes
preencha o vazio criado pelo meu bordalo de proporções epopeicas. Daí a
histeria que algumas não sabem gerir e eu tenho o cavalheirismo e acto cívico
de a tentar aplacar. Por isso, mandei-a subir. Ouvia-lhe os passos a subir as
escadas, trémulos, apesar de vir a treinar o discurso, que bem a ouvi
entrementes. Uma vez cá em cima a ira parecia ter desaparecido. Quase que lhe
encontrei um olhar terno. Mas eu cá sou sabido e sei que aquilo ainda lhe está
ali à boca de cena a arder no peito. Como não queria prolongar o jogo,
expliquei-lhe simplesmente que para o Patife uma vez é ocasional, duas é
relacional. Ui. O que fui dizer. Aquela estouvada da crica, possessa da
pachacha, pantufeira de bocarra brocheira, devassa de bardanasca lassa, ficou
com os olhos raiados de sangue, vociferando que as coisas não são assim e que
ela é diferente e que não permite coisas destas porque é uma mulher que se dá
ao respeito e muito senhora de si. A forma como a aviei à canzana a noite
passada perante uma chuva de impropérios sexuais tira-lhe alguma credibilidade.
Depois acabei por finalmente conseguir abrir os olhos ainda meio-adormecidos e
reparei no seu singular rosto sob a luz solar que entra alaranjada e morna pela
minha sala adentro e se desmancha em cheio na sua face esquerda. E tudo se
iluminou. Não me entres de manhã pela casa a dizer que és uma mulher cheia de
pêlo na venta, quando na verdade o que tens é buço.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Kardashian de Bucelas
Esta anda sempre com o iPhone 8 em riste. Diz que é um instrumento de trabalho mas só a vejo tirar selfies que publica sofregamente nas redes sociais. Durante o jantar deixou arrefecer todos os pratos para os fotografar, enquanto eu comia perante o seu ar de desfaçatez por ter começado antes dela. Consegue falar mais do que eu, que é coisa que me deixa profundamente aborrecido, só pelo facto de não a querer conhecer assim tão bem. Nenhuma pinada vale este tormento. O problema é que sempre que penso isto, parece que ela se curva de propósito e eu fico petrificado a olhar para as suas mamas pendidas sobre a minha imaturidade. Diz que os homens são todos fúteis e obcecados pelo físico enquanto emproa o busto e comprime os lábios para tirar mais uma selfie e publicar numa rede social qualquer. Acha-se uma espécie de Kardashian de Bucelas, com uma legião de saloios seguidores interessados em saber sempre onde ela está e o que está a fazer. Estranhamente isto excita-me, pois penso que irá fazer o mesmo quando estivermos a pinar, uma vez que não houve uma ação durante todo este encontro que não fosse registada pela câmara do telefone. Duvido que a câmara tenha amplitude para apanhar aqui o meu Pacheco na sua totalidade, mas sou muito pilogénico, pelo que não me incomoda. Diz que gostava de tratar os homens da mesma forma que eles tratam as mulheres, como se fossem meros nacos de carne sem sentimentos, para ver se gostavam. Tento encorajar o comportamento desde logo, mas já vai lançada na catadupa de disparos sinápticos feministas e nem me ouve. Não se cansa de dizer que despeita a maioria dos homens, essa “sub-espécie de raciocínio básico”, enquanto vai lendo em voz alta, com elevado entusiasmo, os comentários elogiosos dos homens às selfies que entretanto publicou. Ficaria confuso com isto, se não me estivesse profusamente nas tintas para ela. Pediu a sobremesa, presumo que apenas para a fotografar, pois mal a provou.
Conduz que nem uma louca A8 afora até Bucelas para me oferecer um “digestivo único” que lá tem. Esforcei-me por acreditar que me conduziria de forma igualmente estouvada na cama para me abstrair do risco de acidente iminente. Curiosamente não parava de falar e de gabar as suas capacidades ao volante, mais uma prova contrária aos argumentos desses malandros do sexo masculino que menorizam as mulheres na arte de manobrar um automóvel. Eu vou rezando por dentro, fixando-me cada vez mais no seu decote enquanto as tetas bamboleiam com as guinadas do carro, para me abstrair do perigo. Por momentos desconfio que só me quer para usar aqui o Pacheco como “pau de selfie”, dada a fama da sua avantajada dimensão.
Por fim chegámos e confesso que já perdi a vontade do digestivo. Também teria perdido a vontade de pinar, caso não tivesse visto que ela não estava a usar cuecas quando saiu do carro. Há qualquer coisa numa mulher de vestido sem cuecas em contexto social que deixa o cérebro masculino reduzido à capacidade de raciocínio de uma alforreca com o cio. Estes pequenos momentos de lucidez podiam incomodar-me e obrigar-me a alterar a minha conduta. Mas não descansei enquanto não a fiz gemer a suplicar que a tratasse como uma puta.
Conduz que nem uma louca A8 afora até Bucelas para me oferecer um “digestivo único” que lá tem. Esforcei-me por acreditar que me conduziria de forma igualmente estouvada na cama para me abstrair do risco de acidente iminente. Curiosamente não parava de falar e de gabar as suas capacidades ao volante, mais uma prova contrária aos argumentos desses malandros do sexo masculino que menorizam as mulheres na arte de manobrar um automóvel. Eu vou rezando por dentro, fixando-me cada vez mais no seu decote enquanto as tetas bamboleiam com as guinadas do carro, para me abstrair do perigo. Por momentos desconfio que só me quer para usar aqui o Pacheco como “pau de selfie”, dada a fama da sua avantajada dimensão.
Por fim chegámos e confesso que já perdi a vontade do digestivo. Também teria perdido a vontade de pinar, caso não tivesse visto que ela não estava a usar cuecas quando saiu do carro. Há qualquer coisa numa mulher de vestido sem cuecas em contexto social que deixa o cérebro masculino reduzido à capacidade de raciocínio de uma alforreca com o cio. Estes pequenos momentos de lucidez podiam incomodar-me e obrigar-me a alterar a minha conduta. Mas não descansei enquanto não a fiz gemer a suplicar que a tratasse como uma puta.
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