terça-feira, 22 de abril de 2014

Regresso à poesia


Volta e meia lá aparece alguém a acusar-me de ser ordinário, troglodita, homem das cavernas, parolo e o bajolo a sete. Confesso que ruborizo com tanto elogio. Mas depois fico sem dormir à noite a pensar mesmo que ofendi alguém com a minha sensibilidade de gnu, próprio de quem gosta muito de ir ao cu. Por isso, hoje torno a voltar-me para coisas bonitas, como a poesia. E também para aqueles que insistem em voltar, estranhamente na esperança de encontrar aqui coisas sábias, de ínclita profundidade intelectual, daquelas capazes de elevar a cultura nacional. Por eles, passei a noite em claro a pensar que se o Bocage e o Shakespeare fossem um só, teriam escrito muitas coisas lindas e fofinhas assim:

 

Se te comparo a um dia de tesão,
Desfaço-me num cansaço ameno
Espalhamos as roupas pelo chão,
Pelas ruas, pelos vales, pelo feno.

A toda a hora cresce o falo em demasia
Enfim, é essa a minha natureza;
Se quiseres só me tens por um dia,
Na constante mutação da picha tesa.

Mas na cama o tesão será eterno,
E de todas as maneiras pinarás;
Faço da minha picha o teu inferno:

Comendo-te pela frente e por detrás.
E quando eu precisar de me entreter,
Minhas mãos profanas te farão foder.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Problemas de fundo

Se hoje virem um gajo no Chiado com este livro debaixo do braço já sabem que é o Patife. É meter conversa. Que depois o Patife mete o resto.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Repuxo de meita


Estive 48 horas sem ter um orgasmo. Um gajo distrai-se um bocadinho com literatura russa e nem se lembra de amarfanhar o bajolo. Assim que dei conta estava com o nabo a latejar de tal forma que só tive tempo de pegar numas calças largas e sair à rua. Mal me sento na esplanada vejo-a a subir o Chiado. Aquele andar deixou-me logo com os tintins a tilintar. É que ela caminhava de tal forma segura e a abanar o rabo que fiquei logo a abanar o nabo. Só me lembro de pensar “Chavala, vais ter de mamá-la” e de, no momento a seguir, ela estar a mamar-me despudoradamente. O problema é que eu não tinha um orgasmo há dois dias e mal consigo descrever o que se passou a seguir. Eu falo de doses massivas de langonha a jorrar do meu bacamarte, acompanhadas do meu tom narrativo durante tal espetáculo: “Ca ganda repuxo de meita!”. Tivesse eu bebido um chá de pirilampos e faria uma recriação da fonte luminosa.

Nota para guardar na minha cabeça e não contar a ninguém: Já se me tivesse vindo na cara da moçoila teria sido a criação da fronte luminosa.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

À glande e à francesa


Andava na rua de rabo espetado, o que lhe dava uma certa graciosidade sexual. Já tinha reparado nesta sirigaita há algum tempo mas no outro dia aquela pandeireta estava para lá de espetada. Segui-a com os olhos com a mesma atenção que na primeira vez. Uma gaja que anda na rua daquela maneira a espetar o rabo tem de estar preparada para que um tipo fique com vontade de lhe espetar no rabo. É a ordem natural das coisas. Por isso, das duas uma: Ou era uma galdéria do anal ou queria experimentar coisas novas. Enquanto estudioso destes fenómenos senti o apelo da curiosidade e fui averiguar. Após duas horas de conversa fiquei logo a saber que estava mortinha para levar com este totem fálico. Não consegui perceber era onde. Por isso pedi esclarecimentos. Desatou-me aos berros, que era uma senhora, que não se dava assim, que o rabo era sagrado e que eu não a ia corromper. Quis explicar que ela tinha entendido tudo mal e que não a queria corromper. Apenas lhe queria romper o cu. É um nível completamente diferente. Mas achei melhor sossegá-la, afirmando que era apenas por curiosidade científica, sendo eu um estudioso do tema. Ficou claro com esta explicação que a minha inteligência tem limites. Já a burrice dela, não. Pois acreditou em tudo o que lhe disse. Daí a levá-la para a cama foi um tirinho. Quando finalmente viu sair de dentro das minhas calças esta colossal zarabatana, arregalou os olhos e disse que lhe tinha saído o Jackpot. Só me apetecia rematar com um “Oh filha, se o Pacheco se chamasse Jack estava sempre a ir-te ao pote”. Mas como se chama Pacheco acabou mesmo por ir-lhe ao pacote. Claro está que para acomodar este calhamaço a desgraçada da moça viu-se grega. Eu cá vim-me à glande e à francesa.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Feita ao bife


Este fim-de-semana acordei cedo. Ando um pouco enfadado da fauna nocturna e quis perceber como estava o mercado cabril logo pela fresca. A ver se ficava enfodado. E foi assim que no sábado de manhã saí para o meu campo de caça, vulgo Chiado, para ver se espingardeava alguma. Muitos refugos da noite ainda cambaleavam envoltos num aspecto deplorável, com os vestidos amarfanhados pelo saracotear do corpo durante horas a cio. Maquilhagens outrora aplicadas a rigor davam lugar a uma desfiguração própria de bobos da corte decadentes a tentar acertar o passo titubeante no regresso a casa. Eu estou aprumado e com o charme do costume, além de ter a verga cheia de lume. O que me confere ainda maior distinção. Mas o plano era estar atento às que acordam cedo, assim todas joviais e enérgicas. Sempre desconfiei das mulheres madrugadoras que se apressam a sair à rua cheias de vigor matinal. Mas tinha de ver se são boas de pinar. Uma estava a tomar café, apesar de apresentar uma vivacidade digna de nota. Falava muito mais do que lhe seria exigido àquela hora da manhã e com uma velocidade atroz. A mesma com que lhe quero espetar atrás. E assim que trocámos um olhar intenso ela sentiu que estava feita ao bife. Mas na verdade acabou foi feita pelo Patife.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pista de enterragem


Ela subia alegremente o Chiado, estugando o passo enquanto se abrigava da chuva dentro do seu casaco de capuz vermelho. Toda a gente sabe que uma mulher a passear pelo Chiado armada em capuchinho vermelho é estar a pedi-las. É estar a incitar os instintos naturais do lobo fálico que habita entre as minhas pernas e, no momento a seguir, entre as pernas delas. Assim que a vislumbrei, toda desempoeiradinha a sacudir o capote avermelhado, o seu destino ficou traçado. Nada podia fazer. Se um capuchinho vermelho atravessa a minha floresta é certo e sabido que vou ter de a afiambrar. Não há como enganar nem podem esperar que nada aconteça. É um pouco como meter a Paula Rego a jogar Pictionary e esperar que ela não saiba o que fazer. Por isso, apressei-me a travar conhecimento com a safada do capuz para provar aquele pitéu de pipi. Quando a levei para casa, imaginei que ao ver o tamanho do meu berimbau a moça tivesse a altivez de espírito de perguntar: "Ó Patife, ó Patife, porque é que tens um pénis tão grande?" Ao que eu responderia: "É para te foder melhor, minha querida". Mas com o tesão que eu estava e antes que o Pacheco levantasse voo, tirei o Boeing das calças e fiz-me à pista de enterragem.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Feita pachacha tonta


Esta tinha a fantasia da brincadeira do cavalinho. Ficou com a tara desde pequena, mas não quis saber muito mais. Gostava de se sentar nua de pernas abertas sobre a minha perna e eu tinha de forjar um movimento constante de trote enquanto relinchava. Eu sei o que estão a pensar. Sou uma espécie de génio-da-lâmpada do deboche, eu sei. Mas gosto de ficar associado à realização de fantasias, o que querem? É coisa que me ajuda a dormir descansado à noite. Ainda para mais andou uma hora inteira no bar de volta de mim, feita pachacha tonta, a ver se me comia. Mas eu tinha bebido mais que a conta e não estava muito para aí virado, por isso sussurrei-lhe que apenas me apetecia esbofetear-lhe a cara com o pirilau. Ela ficou com cara de pau, o que acabou por ter o seu quê de ironia. Levei aquilo como um sinal de concordância e levei-a para casa. Qual não foi o meu espanto quando me montou a coxa e me pediu para a embalar com a perna. Assim o fiz, apenas para inscrever o meu nome em mais uma fantasia concretizada. Aquilo até começou bem, dentro do género “esfrega-a-bardanasca-numa-perna-de-faz-de-conta-que-é-um-corcel”. Mas a moça ficou tão excitada em gritos histriónicos e tão lassa que tive medo que a minha perna desaparecesse num vórtice de orgasmos múltiplos. E antes que ficasse ainda mais estranho, tive de lhe pedir para tirar o cavalinho da vulva.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O naco


Esta convidou-me para jantar. Sendo mais virado para o sim do que para o não, acabei por aceitar. Confesso que com esta idade já não tenho muita pachorra para ter de as levar a jantar antes de as pinar. Um gajo com uma picha deste tamanho não devia ser sujeito a isto. O Pacheco já varreu muita pachacha ao longo da vida para ainda ter de passar pelos pró-formas de uma refeição pré-pranchada. Mas como sou educado aceitei. Pensei que íamos comer, beber e sair num instante para começar a pinar desenfradamente. Mas não. Ao que parece esta queria conversar e “conhecer-me melhor”. “Conhecer melhor” antes de pinar é coisa de quem já tem muitos quilómetros de picha na senisga e que agora tenta, em vão, recuperar alguma da honra fodenga. Mas como eu já tenho muitos anos disto, apressei-me a pedir o prato ao garçon para despachar o assunto. E não me enganei. Eu comi naco. Já ela comeu nacona.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Meter a pata na poça


Ontem acordei com os cocos cheios. É coisa que acontece quando fico mais de 24 horas sem pinar. Mas ontem foi mais grave porque não ficavam quietos. Pareciam umas bolas saltitonas num frenesim persistente que só se aplaca com uma queca de proporções epopeicas. E nestes dias pino tudo e mais um par de cotas. Saí então à rua pronto a aviar a primeira pachachinha que se escachasse à minha frente. Não demorou muito, pois o que o Chiado mais tem é bardanascas prontas para a festa rija proporcionada pelo meu bacamarte. Entre encontrá-la e lhe estar a aviar a patareca como um abutre faminto foi um par de minutos. Não sei que efeito tenho eu nas fêmeas, mas assim que lhe arrombo as cuecas aquilo já estava transformado em pocinha. O que, em condições normais, seria meio caminho andado para lhe meter a pata na poça. De pouco lhe valeu, pois o meu bordalo já estava maior que um pinheiro. E foi só quando ela saiu de casa que fiquei com um incómodo problema de consciência que me atormentou a mente durante vários segundos. Ainda tentei assomar-me à janela mas ela já ia a dobrar a esquina, com um andar de sofrimento presenteado pela carga de bombada que tinha apanhado na senisga. É que, apesar de bem lubrificada, queria pedir-lhe desculpa por não ter usado uma calçadeira. O Pacheco estava mais colossal que o normal e nestes dias costumo ter a delicadeza de usar uma calçadeira especial para auxiliar a enfiar o sardão. É uma calçadeira de luxo, modificada para a cambalhota sexual, devidamente forrada com um gel de alta qualidade. Uma caralheira, portanto. E não tenho dúvidas de que se tivesse usado a calçadeira, aquela marmanja teria ficado no ponto para levar com esta caçadeira.