quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Pista de enterragem
Ela subia alegremente o Chiado, estugando o passo enquanto se abrigava da chuva dentro do seu casaco de capuz vermelho. Toda a gente sabe que uma mulher a passear pelo Chiado armada em capuchinho vermelho é estar a pedi-las. É estar a incitar os instintos naturais do lobo fálico que habita entre as minhas pernas e, no momento a seguir, entre as pernas delas. Assim que a vislumbrei, toda desempoeiradinha a sacudir o capote avermelhado, o seu destino ficou traçado. Nada podia fazer. Se um capuchinho vermelho atravessa a minha floresta é certo e sabido que vou ter de a afiambrar. Não há como enganar nem podem esperar que nada aconteça. É um pouco como meter a Paula Rego a jogar Pictionary e esperar que ela não saiba o que fazer. Por isso, apressei-me a travar conhecimento com a safada do capuz para provar aquele pitéu de pipi. Quando a levei para casa, imaginei que ao ver o tamanho do meu berimbau a moça tivesse a altivez de espírito de perguntar: "Ó Patife, ó Patife, porque é que tens um pénis tão grande?" Ao que eu responderia: "É para te foder melhor, minha querida". Mas com o tesão que eu estava e antes que o Pacheco levantasse voo, tirei o Boeing das calças e fiz-me à pista de enterragem.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Feita pachacha tonta
Esta tinha a fantasia da brincadeira do cavalinho. Ficou com a tara desde pequena, mas não quis saber muito mais. Gostava de se sentar nua de pernas abertas sobre a minha perna e eu tinha de forjar um movimento constante de trote enquanto relinchava. Eu sei o que estão a pensar. Sou uma espécie de génio-da-lâmpada do deboche, eu sei. Mas gosto de ficar associado à realização de fantasias, o que querem? É coisa que me ajuda a dormir descansado à noite. Ainda para mais andou uma hora inteira no bar de volta de mim, feita pachacha tonta, a ver se me comia. Mas eu tinha bebido mais que a conta e não estava muito para aí virado, por isso sussurrei-lhe que apenas me apetecia esbofetear-lhe a cara com o pirilau. Ela ficou com cara de pau, o que acabou por ter o seu quê de ironia. Levei aquilo como um sinal de concordância e levei-a para casa. Qual não foi o meu espanto quando me montou a coxa e me pediu para a embalar com a perna. Assim o fiz, apenas para inscrever o meu nome em mais uma fantasia concretizada. Aquilo até começou bem, dentro do género “esfrega-a-bardanasca-numa-perna-de-faz-de-conta-que-é-um-corcel”. Mas a moça ficou tão excitada em gritos histriónicos e tão lassa que tive medo que a minha perna desaparecesse num vórtice de orgasmos múltiplos. E antes que ficasse ainda mais estranho, tive de lhe pedir para tirar o cavalinho da vulva.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
O naco
Esta convidou-me para jantar. Sendo mais virado para o sim do que para o não, acabei por aceitar. Confesso que com esta idade já não tenho muita pachorra para ter de as levar a jantar antes de as pinar. Um gajo com uma picha deste tamanho não devia ser sujeito a isto. O Pacheco já varreu muita pachacha ao longo da vida para ainda ter de passar pelos pró-formas de uma refeição pré-pranchada. Mas como sou educado aceitei. Pensei que íamos comer, beber e sair num instante para começar a pinar desenfradamente. Mas não. Ao que parece esta queria conversar e “conhecer-me melhor”. “Conhecer melhor” antes de pinar é coisa de quem já tem muitos quilómetros de picha na senisga e que agora tenta, em vão, recuperar alguma da honra fodenga. Mas como eu já tenho muitos anos disto, apressei-me a pedir o prato ao garçon para despachar o assunto. E não me enganei. Eu comi naco. Já ela comeu nacona.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Meter a pata na poça
Ontem acordei com os cocos cheios. É coisa que acontece quando fico mais de 24 horas sem pinar. Mas ontem foi mais grave porque não ficavam quietos. Pareciam umas bolas saltitonas num frenesim persistente que só se aplaca com uma queca de proporções epopeicas. E nestes dias pino tudo e mais um par de cotas. Saí então à rua pronto a aviar a primeira pachachinha que se escachasse à minha frente. Não demorou muito, pois o que o Chiado mais tem é bardanascas prontas para a festa rija proporcionada pelo meu bacamarte. Entre encontrá-la e lhe estar a aviar a patareca como um abutre faminto foi um par de minutos. Não sei que efeito tenho eu nas fêmeas, mas assim que lhe arrombo as cuecas aquilo já estava transformado em pocinha. O que, em condições normais, seria meio caminho andado para lhe meter a pata na poça. De pouco lhe valeu, pois o meu bordalo já estava maior que um pinheiro. E foi só quando ela saiu de casa que fiquei com um incómodo problema de consciência que me atormentou a mente durante vários segundos. Ainda tentei assomar-me à janela mas ela já ia a dobrar a esquina, com um andar de sofrimento presenteado pela carga de bombada que tinha apanhado na senisga. É que, apesar de bem lubrificada, queria pedir-lhe desculpa por não ter usado uma calçadeira. O Pacheco estava mais colossal que o normal e nestes dias costumo ter a delicadeza de usar uma calçadeira especial para auxiliar a enfiar o sardão. É uma calçadeira de luxo, modificada para a cambalhota sexual, devidamente forrada com um gel de alta qualidade. Uma caralheira, portanto. E não tenho dúvidas de que se tivesse usado a calçadeira, aquela marmanja teria ficado no ponto para levar com esta caçadeira.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Bocaguiar
Hoje acordei melancólico. Então pus-me a pensar nas quecas que dei. Foram tantas pachachinhas para pinar que nem sei se me desate a vir, se me ate a chorar. Foi aqui que me lembrei da Errata do Fernando Aguiar e pensei que se o Bocage e o Fernando Aguiar fossem um só, haviam de ter escrito a Errata das quecas do Patife, elevando a poesia experimental portuguesa para patamares ainda mais inauditos. E se o Fernando Aguiar e o Bocage fossem um só, teriam criado coisinhas poéticas lindas assim:
É RATA (em forma de soneto com nabo)
Logo na primeira queca, precisamente na primeira posição, onde se lê era uma vez..., leia-se finalmente...
Na queca catorze, na posição quatro, onde se lê quarto, leia-se de quatro.
Na queca seguinte, na posição oito e meio, onde se lê por cima de, leia-se no meio de.
Quase na queca trinta, na posição de conforto, onde se lê muita parra, leia-se pouca vulva.
Na queca rasgada, na posição dos astros, onde se lê forca, leia-se à força.
Numa queca inexistente, na posição do imaginário, onde se deveria foder, foda-se mesmo.
Na queca do meio, na posição do equador, onde se pina em paralelo, pine-se em diagonal.
Na queca obscura, nos entrefolhos, onde se lê fode-se, leia-se pode-se.
Na queca solta, numa posição qualquer, onde se lê no chão, leia-se à cão.
Numa queca distante, na posição do pensamento, onde se lê não penso, leia-se mas pino.
Ao virar da queca, na posição do infinito, onde se tem muito que foder, foda-se o muito que se tem.
Na queca em branco, na posição do horizonte, onde não se pina, não se pine.
Numa queca perdida, numa posição ao acaso, onde se fode mesmo assim, foda-se assim mesmo.
A quecas tantas, na posição com que cada um se cose, onde se lê entrevista-se, leia-se entredispa-se.
Na última queca, mesmo na última posição, onde se lê finalmente..., leia-se era uma vez...
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
A pentelhuda
Foi sem estar minimamente à espera que, em pleno ano de 2013, retiro as cuecas a uma magana e sai lá de dentro o maior tufo de pentelhos que a minha memorável saga de pinanço assistiu. Olhei para aquilo e garanto que não encontrei um vestígio de ali ter estado algum dia uma pachacha. Era toda uma selva sombria e escura que escondia a razão de lhe ter arrancada as cuecas. Confesso que me senti um pouco a jogar às escondidas com a pardaleca da moça, tal o exagero da sua pentelheira. Mas o Patife é um verdadeiro garimpeiro da pachacha e, estando de pau feito, não há mata que detenha o Pacheco. É nestas alturas que penso que o meu nabo devia andar com um sinal de perigo pendurado. É que é um autêntico cabo de alta tesão. Mas continuando. Não queria colocar em risco a pranchada, até porque sabia que ela era cavaleira profissional e queria ver como é que montava este puro sangue lusitano do meu bacamarte. Por isso, encenei uma falsa calma perante a versão pentelhuda da alegoria da caverna, fiz-lhe a risca ao meio e comecei a bombar a trote. Ou era isso ou ia-lhe ao pacote. Depois dei-lhe espaço para apresentar as suas elevadas técnicas de cavalganço na minha corneta. E teve nota máxima, denotando boa postura para apanhar nas bimbas. Mas claro que no fim tive de lhe mostrar quem mandava. E com a carga de bombada que dei naquele grelo, até posso dizer que a montei a grelope.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
As artes circenses do chupanço
Esta achava-se uma fada. Mas a pinar não fazia magia alguma. Dei-lhe uma fodinha de condão e mesmo assim não atingia patamares de elevada qualidade fodilhona. Tive de fazer uma pausa na pranchada para imaginar como dava a volta à coisa e pensei: Tenho aqui um belo bico d´obra. E foi assim que na mesma frase formulei o problema e encontrei a solução, virando-a para o bico. E, oh, que solução tão arrebatadora. As coisas que aquela magana fazia com a boca são dignas de artista de circo. Assim que me começou a mamar no palhaço a tenda ficou logo montada na sua boca. O palhaço, esse, estava logo à boca de cena pronto para a festa. Mas era apenas um pequeno vislumbre do que estava para se passar a seguir. A gaja orquestrava coisas com a língua que fizeram o Pacheco sentir-se um acrobata da mais fina técnica, tais as cambalhotas que o meu pincel conseguiu fazer naquela boquinha mágica. A língua malabarista não parava um segundo, ostentando com sobranceria técnicas de abocanhamento e de lambuzice inimagináveis. Passava de uma técnica para a outra com a velocidade de um trovão e com uma intensidade capaz de lhe arruinar o esmalte. Estava eu já em êxtase a julgar-me no paraíso das sugadores de cornetas, quando o circo da sua boca apresentou um acto de elevada perícia e extremo perigo. Não parecia mais uma malabarista, mas sim uma autêntica engolidora de espadas em fogo. E lá foi a picha em brasa pela goela abaixo como nunca antes visto. Como é que esta garganeira do oral conseguiu enfiar todos os 30 centímetros de verga e ainda arranjar espaço para encaixar duas generosas bolas na bocarra, juro que não sei. Mas com este movimento mostrei-lhe que também sei fazer performances circenses e aqui o meu marsapo fechou o espectáculo com uma recriação do homem-bala, tal a pujança com que a meita saiu do meu canhão.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
A católica
Era católica. Percebi isso pelos consecutivos e estridentes apelos desnecessários a Deus enquanto a comia à canzana. Nenhum Deus lhe valeu. O mesmo não se poderá dizer do meu Pacheco, que lhe valeu uma catrefada de orgasmos em série. Mas eu, ostentando o título de cavalheiro fálico, e apesar de já estar completamente satisfeito do avianço, calculei que, sendo católica, no final gostasse de assumir a divina posição de joelhos para se penitenciar do pecado de 30 centímetros que teve dentro das bimbas da chona. Fiz-lhe a vontade e não me enganei. Já o referi por algumas vezes mas nunca é demais dizê-lo: O Pacheco devia ser canonizado. É que já meteu mais gajas de joelhos do que qualquer peregrinação a Fátima. O problema é que esta rezava à cobra zarolha de olhos fechados, o que me deixou logo de pé atrás. Sei que a fé é cega, mas estava em causa a saúde do maior e mais eficaz marsapo da história a seguir ao John Holmes. Fui conduzindo a coisa, não vá o Diabo torcê-la, segurando-lhe nos cabelos até ao orgasmo. E, atencioso como sou, dei-lhe uma imaculada ejaculação em forma de hóstia.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Diário do Patife V
Nesta rubrica, um dia do diário de notas do Patife é aqui transcrito sem censuras.
28 de setembro
A padeira onde compro o pão quente de manhã voltou a olhar fixamente para o meu papo de picha. Mais uma dessas e vou ter de alargar essa tua experiência de meter a mão na massa.
Hoje malhei como se não houvesse amanhã. Apesar de não lhe ter deixado manchas no corpo, a gaja que acabei de pinar saiu daqui com ar de vaca malhada.
“Enfia-te na virgem e não corras”. Check.
Tomo agora consciência que acabei de ter uma das experiências mais traumáticas no que a lingerie diz respeito. Aquilo não eram cuecas gigantes. Era uma burka de pachacha.
Presumo que ela fantasiasse com uma queca que durasse horas, mas não tinha cabedal para isso. Levou com um dos meus orgasmos ninja. Rápidos e silenciosos.
Desta colecção:
Diário do Patife I
Diário do Patife II
Diário do Patife III
Diário do Patife IV
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