Ontem fui
a uma aula de ioga. Obviamente que pouco interessado estava nas práticas
meditativas da coisa. Mas haviam de ver a professora. Alguma coisa ela devia
estar a fazer bem para ter um corpo daqueles. Foi por isso, por pura
curiosidade pela motricidade humana, que me inscrevi na aula de ioga para saber
como é que ela conseguia manter aquela forma. E foi assim que quando me
apercebi estava no epicentro de uma aula de ioga com quinze rabos espetados na
minha direcção. Aquilo mais parecia uma aula de prospecção de movimentos dignos
do Pacheco. Por isso, tomei notas oculares de todos os bicos arrebitados, rabos
empinados e papos de cona emproados. Nada me escapou. Até fiquei com uma
distensão muscular na retina. No final da aula a professora chamou-me à parte e
disse que não ia tolerar que eu voltasse à sua aula. Que me tinha topado e que
eu não respeitei os Chakras não sei do quê, que era um tarado e que não me
queria voltar a ver. Mas disse isso apenas da boca para fora. Até porque no
momento seguinte ela estava com isto da boca para dentro.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Diário do Patife IV
Nesta rubrica,
um dia do diário de notas do Patife é aqui transcrito todos os meses sem
censuras.
20 de
Outubro
Do outro
lado do bar do hotel está uma mulher sozinha a fumar um cigarro. Pergunto-me
qual seria a sua reacção se a mandasse sugar-me a trombeta com a justificação: É só um pénis. Não te fará pior que um
cigarro.
Continuo
a acreditar que o sexo anal é das coisas mais sobrevalorizadas do mundo. É isso
e o sabor do caviar. Mas não é por isso que deixo de os comer.
A
empregada de mesa do restaurante disse-me que o prato estava quente e que era
melhor começar a tirar das bordas. Acabei de lhe entregar um bilhete a dizer
que para tirar das bordas, primeiro tenho de o meter.
Hoje
fizeram-me um bico enquanto eu estava a guiar o carro. Registo o momento de euforia
interior quando passei por Pinheiro de Fora enquanto estava com o pinheiro
dentro da goela da moça. É o facto de encontrar felicidade nestas pequenas
coisas que me faz acreditar ser alguém especial e o sonho húmido de qualquer
psicoterapeuta. Em particular esta última.
Não sei
por que raio as mulheres são tão obcecadas por sapatos e penteados. É que
os homens reparam em tudo o que está precisamente ENTRE os pés e os cabelos.
Escutem-me bem: Não queremos saber das extremidades para nada. A não ser da
extremidade do nosso pincel.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Picha de dança
Há
mulheres que dão nas vistas. Aquela dava nas pichas. Podia dar-lhe para pior. E
dar nos hidratos de carbono, no sal refinado ou assim. Mas não. Dava apenas nas
pichas. E dava de tal maneira nas pichas que imaginar uma queca entre esta
estouvada da crica e aqui o mestre da zarabatana era como juntar a fome à
vontade de foder. Na noite em que a conheci, estávamos num evento chique e ela
estava toda armada do alto dos seus grandes tacões. Lembro-me de olhar para ela
e pensar: Tanto tacão e eu que só quero meter o taco na cona. Desculpem. Há
limites para a ordinarice. Eu sei. Agora fui longe demais. Fui eu agora e o meu
nabo nessa noite. Estou em crer que lhe cheguei a tocar com o Pacheco no
diafragma e reparem que ela não me estava a abocanhar a lentrisca. É que a
magana saltou-me para cima e só lhe faltou dançar o samba com a pachacha em
cima do meu besugo. Caiu para o lado extenuada, quatro horas depois de abrir a
picha de dança. Gosto muito quando vou a casa delas e lhes dou uma pinada do
caralho. Como sou bem educado, no final, enquanto me esgueiro sorrateiramente
do quarto para fora, deixo-lhes sempre algo para as fazer recordar de tal
mágico momento assim que acordarem. Quem pensou numa rosa ou num bilhete
pode ir corar de vergonha e ir tratar da pirosice crónica. Eu falo de nhanha.
Não apenas de umas gotinhas. Falo de doses massivas de nhanha. Por vezes tenho momentos de cavalheirismo assim. Quando o Patife
quer, o Patife capricha. Capicha.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
De quatros na mão
Já devo
ter confessado que gosto muito de jogar poker. Mas não é cá online. É ali, à
antiga, com fichas palpáveis, olhos titubeantes e o prazer do controlo ou, pelo
menos, da sua ilusão. Mas há algo que confere ainda mais magia ao jogo de
poker: Mulheres a jogar. Aí, o domínio exerce-se primeiro sobre a mesa de jogo
e depois sobre a cama do Patife. É uma equação simples e se forem bons a jogar
poker, experimentem e logo me dirão se não tenho razão. Este fim de semana fui
passear à Madeira e arranjei por lá um jogo de poker onde estava uma gaja podre
de boa. Eu já cheguei ao jogo meio turvo porque assim que desembarquei
emborquei logo seis ponchas de enfiada. Acontece-me sempre isto assim que chego
à Madeira. Meto logo a pata na poncha. Mas adiante. Estão seis jogadores em
jogo e quatro fazem um fold à mariquinhas, deixando-me sozinho com a boazona
naquela mão. Assim que penso isto, só imaginava era mão daquela safardana no
meu sardão. Por isso tive de me concentrar. Ela estava de peito cheio, coisa
que me distraía as retinas das cartas, mas mesmo assim consegui ver o reflexo
de uma confiança sólida no seu olhar. A questão é que eu também tenho uma boa
mão, à custa de anos a domar o Pacheco, e sou temerário. Ou isso ou estava
bêbado. Por isso faço all in. A sua cara rasgou-se num sorriso confiante, de
quem me tinha acabado de enganar e acompanha o all in, mostrando a suas cartas.
Um poker de quatros. Quando lhe mostrei o meu jogo superior, ela ficou com um
olhar vago, de quatros na mão. Nem se deve ter apercebido da ironia da questão
quando no momento seguinte ficou de quatro na minha cama.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Bocapedro Oom
Ontem dei
uma pinada com a técnica do carrinho de mão. Depois detive-me a pensar que se
pode foder de todas as maneiras e feitios e lembrei-me do Pedro Oom, que também
achava que se podia escrever de todas as formas. São acções similares e ambas
igualmente dignas. O Oom usava a caneta, eu uso o pincel. Mas a finalidade é a
mesma: deixar uma marca na História. Apesar de eu também deixar marcas em
muitas pachachas. É uma espécie de extra. Por isso, hoje acordei a pensar que se o Bocage e
o Pedro Oom fossem um só, haviam de ter escrito poemas de inigualável
singularidade ordinário-surrealista. E se o Bocage e o Pedro Oom fossem um só,
teriam certamente criado coisinhas poéticas lindas assim:
Pode-se foder
Pode-se foder sem pornografia
Pode-se foder com sintaxe
Pode-se foder em português
Pode-se foder uma língua sem conhecer essa língua
Pode-se foder sem saber foder
Pode-se pegar no falo sem haver foda
Pode-se pegar na foda sem haver falo
Pode-se pegar no falo sem haver falo
Pode-se foder sem falo
Pode-se sem falo foder o falo
Pode-se sem foder foder isto tudo
Pode-se foder sem foder
Pode-se foder sem sabermos nada
Pode-se foder nada sem sabermos
Pode-se foder e saber a nada
Pode-se foder nada
Pode-se foder com nada
Pode-se foder sem nada
Pode-se não foder
Pode-se foder sem pornografia
Pode-se foder com sintaxe
Pode-se foder em português
Pode-se foder uma língua sem conhecer essa língua
Pode-se foder sem saber foder
Pode-se pegar no falo sem haver foda
Pode-se pegar na foda sem haver falo
Pode-se pegar no falo sem haver falo
Pode-se foder sem falo
Pode-se sem falo foder o falo
Pode-se sem foder foder isto tudo
Pode-se foder sem foder
Pode-se foder sem sabermos nada
Pode-se foder nada sem sabermos
Pode-se foder e saber a nada
Pode-se foder nada
Pode-se foder com nada
Pode-se foder sem nada
Pode-se não foder
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Amo-te
Amo-te! Ousou soltar ela a meia foda, deixando-me o nabo à beira de um enfarte do miocárdio fálico. A pausa originada por esta transgressão verbal, seguida da minha cara de enfado, fê-la entrar em justificações atabalhoadas enquanto corava: Não estou a dizer por dizer... amo-te mesmo. Foi o que aquela alminha conseguiu dizer para tentar salvar a face. Aí, serenei. Adoro brincar com pachachinhas, bicos tesos e pandeiretas arrebitadas, mas se há coisa com a qual não gosto de brincar é com sentimentos. E se uma coisa é saborear a ilusão, conhecendo os limites da realidade, outra profundamente diferente na sua essência é viver na ilusão. Por isso, expliquei-lhe que eu não estava ali para o amor, da mesma forma que o amor não estava no mundo para mim. Disse-lhe ainda que o primor dos seus contornos pachachais totalmente rapadinhos me faz arrebitar o pirilau e que o seu rabo empinado me dá vontade de lhe dar tau-tau. Mas que só lhe queria foder a chona e não o coração. Ela, meio assustada, como quem ousa virar a cara à realidade, riu-se e disse: Tu também tens sentimentos. Isso é o medo a falar. Mas não era. Era apenas a sinceridade do meu nabo a falar.
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