segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Amo-te
Amo-te! Ousou soltar ela a meia foda, deixando-me o nabo à beira de um enfarte do miocárdio fálico. A pausa originada por esta transgressão verbal, seguida da minha cara de enfado, fê-la entrar em justificações atabalhoadas enquanto corava: Não estou a dizer por dizer... amo-te mesmo. Foi o que aquela alminha conseguiu dizer para tentar salvar a face. Aí, serenei. Adoro brincar com pachachinhas, bicos tesos e pandeiretas arrebitadas, mas se há coisa com a qual não gosto de brincar é com sentimentos. E se uma coisa é saborear a ilusão, conhecendo os limites da realidade, outra profundamente diferente na sua essência é viver na ilusão. Por isso, expliquei-lhe que eu não estava ali para o amor, da mesma forma que o amor não estava no mundo para mim. Disse-lhe ainda que o primor dos seus contornos pachachais totalmente rapadinhos me faz arrebitar o pirilau e que o seu rabo empinado me dá vontade de lhe dar tau-tau. Mas que só lhe queria foder a chona e não o coração. Ela, meio assustada, como quem ousa virar a cara à realidade, riu-se e disse: Tu também tens sentimentos. Isso é o medo a falar. Mas não era. Era apenas a sinceridade do meu nabo a falar.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Dar à posta
(Sim, eu sei que é quarta-feira mas amanhã é feriado e andam muitas turistas por aí para eu catrapiscar.)
Há qualquer coisa de doentio na forma sôfrega como um certo tipo de mulher deseja ver o homem que quer conquistar na mó de baixo. Não domina a suprema arte do engate e então pergunta a todo instante se ele está bem. E não aceita um sim como resposta: A sério? Não pareces bem. Passa-se alguma coisa. Vejo que algo não está bem contigo. Precisas de desabafar? Estou aqui para ti. Se precisares podes contar comigo. E toda essa ladainha para tratar dele, fazendo-se passar por querida e útil. É tão obsessivo que eu, enquanto cavalheiro, lhes faço muitas vezes a vontade. Finjo-me deprimido e forjo ser uma mente atormentada pela agruras da vida, só para as ver satisfeitas a pensarem que estão a tratar de mim. What´s the catch? Perguntam vocês. E perguntam bem: também é muito eficaz para as levar para a cama directamente. É um pouco como jogar monopólio e nunca ter de sair da chacha de partida. Não estás bem para conversar, pois não? Perguntam invariavelmente. Eu abano a cabeça intermitentemente, em sinal de acordo. E então elas falam e falam e falam, normalmente só a dizer clichés emocionais sem sentido a ver se aplacam a minha dor forjada. Falam mal mas costumam pinar bem. E este tipo de mulheres está sempre a dar à costa. Melhor: a dar aqui à posta. Mas pronto. A deste fim-de-semana tinha um palminho de cara e eu também tenho um palminho e meio de cara lho. Por isso estava mortinho para metê-la a sugar-me o besugo. Há qualquer coisa de magnético entre a boca de uma mulher que diz disparates e o meu pincel. É quase como que por justiça divina que o faço. Começo a ouvir vozes celestiais que me impelem a encher-lhes aquelas boquinhas de onde só sai asneira. Abocanha-me mazé a trombeta! É o que me apetece dizer sempre. Ao menos sempre vias o que é ter coisas de qualidade a sair pela boca. Mas depois lembro-me que estou a brincar às angústias e acabo por dar a entender que preciso de silêncio enquanto solto uns suspiros bem vincados. E elas, como não querem ir embora mas querem respeitar o silêncio solicitado, sentem que têm de fazer alguma coisa para ajudar e catrapumba. Como sempre digo, é tiro e queca.
Há qualquer coisa de doentio na forma sôfrega como um certo tipo de mulher deseja ver o homem que quer conquistar na mó de baixo. Não domina a suprema arte do engate e então pergunta a todo instante se ele está bem. E não aceita um sim como resposta: A sério? Não pareces bem. Passa-se alguma coisa. Vejo que algo não está bem contigo. Precisas de desabafar? Estou aqui para ti. Se precisares podes contar comigo. E toda essa ladainha para tratar dele, fazendo-se passar por querida e útil. É tão obsessivo que eu, enquanto cavalheiro, lhes faço muitas vezes a vontade. Finjo-me deprimido e forjo ser uma mente atormentada pela agruras da vida, só para as ver satisfeitas a pensarem que estão a tratar de mim. What´s the catch? Perguntam vocês. E perguntam bem: também é muito eficaz para as levar para a cama directamente. É um pouco como jogar monopólio e nunca ter de sair da chacha de partida. Não estás bem para conversar, pois não? Perguntam invariavelmente. Eu abano a cabeça intermitentemente, em sinal de acordo. E então elas falam e falam e falam, normalmente só a dizer clichés emocionais sem sentido a ver se aplacam a minha dor forjada. Falam mal mas costumam pinar bem. E este tipo de mulheres está sempre a dar à costa. Melhor: a dar aqui à posta. Mas pronto. A deste fim-de-semana tinha um palminho de cara e eu também tenho um palminho e meio de cara lho. Por isso estava mortinho para metê-la a sugar-me o besugo. Há qualquer coisa de magnético entre a boca de uma mulher que diz disparates e o meu pincel. É quase como que por justiça divina que o faço. Começo a ouvir vozes celestiais que me impelem a encher-lhes aquelas boquinhas de onde só sai asneira. Abocanha-me mazé a trombeta! É o que me apetece dizer sempre. Ao menos sempre vias o que é ter coisas de qualidade a sair pela boca. Mas depois lembro-me que estou a brincar às angústias e acabo por dar a entender que preciso de silêncio enquanto solto uns suspiros bem vincados. E elas, como não querem ir embora mas querem respeitar o silêncio solicitado, sentem que têm de fazer alguma coisa para ajudar e catrapumba. Como sempre digo, é tiro e queca.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Peeping Tom XI
Os meses de
verão foram um regabofe para os internautas em busca de chona, para as
internautas com sede de pincel e para as alminhas que usam os motores de busca
para encontrar respostas para as suas dúvidas sexuais. 90% destes vêm dar,
invariavelmente, ao Fode Fode Patife. Aqui ficam as pérolas pesquisadeiras mais
bizarras dos meses de verão que vieram dar com as sábias e nobres palavras do
vosso amigo Patife:
Se
eu soubesse que levar na cona era tão bom – Termina lá o raciocínio. A sério. Estou
curioso. Já andavas a apanhar na senisga há mais tempo? Passavas todo o santo
segundo a ser arrefinfada na patareca? Já te tinhas tornado numa devassa
fodilhona antes?
Porque
só penso em foder de manhã à noite? –Palpita-me que seja porque és um taradão
de primeira água.
Mulheres
com qualidade de A a Z Patife – Já expliquei uma vez mas volto a explicar: Há é mulheres com qualidades de A &
Z. Ou seja, são perfeitas para o que se quer: Aviar & Zarpar
Os
patifes fazem no por trás – E pela frente. E pela calada. E de lado. E em
andamento. E a fazer o pino. Mas isso já é matéria avançada.
Cona
grande como um avião – Até te faz a picha levantar voo.
Cona
picha foda – Simples. Directo. Conciso. Espero que não sejas assim a pinar. Bem,
ou isso ou tens síndrome de tourette nos dedos.
Desapertar
soutiens – Consigo fazê-lo com a mente. E também já ensinei o Pacheco a
desapertar soutiens sozinho. É sempre um bom desbloqueador de conversa.
Expressão
popular que é Pacheco – É popular, sim, mas não é bem uma expressão. Diria mais
que o seu tamanho mete é impressão.
Fode-me!
Os homens gostam de ouvir? – Se fores toda boa, sem dúvida que sim.
Foder
com gosto não cansa – Então é porque estás a fazer tudo mal.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Há moura na posta
Esta
semana conheci uma moura. Era algarvia de gema e tinha sangue mourisco, o que
me fez de pronto recordar as lendas das mouras encantadas. Estava eu sossegado
a passear por Alfama quando a vi, tal e qual como reza a lenda das mouras
encantadas, que as descreve como jovens donzelas de grande beleza,
perigosamente sedutoras, que aparecem frequentemente cantando e penteando os
seus longos cabelos, louros como o ouro ou negros como a noite, e prometem
tesouros a quem as libertar do encanto. Assim que a ouvi cantarolar à janela
rústica enquanto penteava os cabelos soube que tinha de descobrir onde ela
guardava o tesouro, o que, numa lenda contemporânea, seria certamente na
pachacha. Convidei-a para passear e ela acedeu. Íamos de eléctrico até ao
Chiado quando outra sardanisca me liga a perguntar o que eu estava a fazer,
certamente porque queria levar nas bimbas. Como a despachei a bom despachar,
começou logo a urdir impropérios e terminou com um: para estares a despachar-me
assim é porque há moura na costa. Apeteceu-me dizer-lhe que não, mas que em
breve haveria uma moura na minha posta. Mas achei profundamente indelicado, por
isso disse-o na mesma. Finalmente lá chego a casa e, oh céus, que a moça era
uma cavaleira mourisca de alto gabarito, habituada a cavalgar sem sela nem
freio. Montou-me como se não houvesse amanhã, e confesso que durante a
cavalgada cheguei mesmo a desejar que não houvesse amanhã, para que aquele
cavalganço pélvico nunca mais terminasse. Mas no final apercebi-me que aquela
longa e enérgica pinada me tinha deixado uma cova mesmo no meio do colchão. O
que foi uma chatice pois, dada a maratona com a moura, acabámos por adormecer e
a meio da noite os corpos resvalaram das bordas do colchão para o meio, dando
uma ilusão de queridice a todos os títulos de vomitar. Agora a minha cama
parece uma pachacha gigante, com duas bordas de lado e uma grande cova no meio.
É a minha versão da cova da moura.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
O salvador da pátria vaginal
Ouvi-a
queixar-se às amigas que andava com dificuldade em ter orgasmos e que os
últimos homens com quem tinha estado nem perto estiveram de lhe proporcionar
essa bênção da natureza. Não é preciso muito mais para activar a minha atenção,
conquistar a minha simpatia e apelar à minha compreensão. Sei que tenho um dom.
É o Dom Pacheco. E tento tocar com o meu dom no maior número de pachachas que
conseguir. Sou uma espécie de super-herói do grelo. Sempre que uma pachachinha
está em apuros orgásticos, ou em perigo de ganhar teias de aranha, lá apareço
eu em seu auxílio para pôr cobro à situação. É uma tarefa exaustiva, mas
igualmente nobre, que contribui amplamente para o bem-estar da sociedade. Continuando,
ela lá continuava a lamentar-se, confessando o seu desejo em voltar a ter um
orgasmo, e aqui passo a citar, daqueles
capazes de me meter a cabeça a andar à roda. Ora como a minha cabeça anda
sempre à foda, achei que tínhamos ali qualquer coisa com pernas para andar. A pinar.
Como ela estava com as amigas, quando saí deixei-lhe um bilhete, à moda antiga,
com o meu número de telefone. Nem meia hora depois já me estava a ligar.
Contei-lhe que, inadvertidamente, tinha ouvido a conversa dela com as amigas e
apresentei-me como o salvador da pátria vaginal. Às suas dúvidas iniciais
respondi que tenho à minha disposição um leque alargado de truques sexuais capazes
de proporcionar um autêntico buffet de orgasmos. E enquanto gerente responsável
desse buffet, tratei logo de fazer a advertência: Cuidado para não se queimar. Que eu estou com a picha em brasa.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Ir abaixo
Deixo
o carro ir abaixo muitas vezes. Deve ser a ironia da natureza a
manifestar-se de forma compensatória pelo facto de não deixar o mangalho
ir abaixo vez nenhuma. O karma tem destas coisas. Isto a propósito de
um passeio que fiz durante as férias por Atenas num carro alugado. Acabei por
dar essa volta com um tipo que tinha conhecido no cruzeiro e que me
pareceu um bom wingman para Atenas, uma vez que falava grego e era
nitidamente menos atraente que eu. Quando estava a tentar estacionar
deixei o carro ir abaixo e o tipo teve uma reacção de desmarcação
ostensiva do momento, como se deixar o carro ir abaixo fosse algo de
verdadeiramente vergonhoso para a virilidade de um gajo. É que estavam
umas gregas lindíssimas mesmo no passeio ao lado a olhar e ele não quis
ficar conotado com a minha aselhice ao volante. Começou a abanar a
cabeça de forma intensa e a revirar os olhos exageradamente para tentar,
de alguma forma, não ficar naquela fotografia. Como se fosse possível
que passadas umas horas ele fosse encontrar as gregas e elas o
abordassem dizendo: tu és o tipo que estava com aquele gajo que deixa o
carro ir abaixo, não és? Vi pela tua reacção que nunca deixas o carro ir
a baixo. Não quererás porventura comer-me a pachacha? Mas o mundo é
fértil em surpresas e por vezes proporciona-nos aquilo a que chamo “as
rimas da picha”. É que acabámos mesmo por encontrar as raparigas na
noite grega. Ele armou-se em pavão. Já eu, armei-me em parvão. Enquanto
ele se gabava de peito cheio de ser o maior condutor da galáxia eu
mantive a coerência e garanti às gregas que também as deixava ir abaixo.
Aliás, deixei-as vir abaixo muitas vezes.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Cabeça de alho chocho
Este
fim-de-semana estava sentado num miradouro junto a uma igreja quando me
apareceu uma fotógrafa. Andava ali toda entusiasmada a fotografar a cópula da
igreja e eu não resisti a dizer-lhe que se o entusiasmo fosse por uma cúpula na
igreja eu até percebia. Olhou-me com desdém mas terá ficado curiosa.
Entabulámos uma conversa ligeira em que eu disse muitas mais parvoíces do
género. Ela ficou convicta de que eu era um gajo sem qualquer tipo de interesse
intelectual e completamente vazio de espírito. O que não andará muito longe da realidade.
Perguntou-me, já que eu era tão
chico-espertinho, se recomendava algo de mais interessante naquela zona
para fotografar. Está bom de ver que me apressei a sugerir o meu nabo. É uma
peça arquitectonico-nabal única e de grande valor quantitativo e qualitativo. Tratei
foi logo de a avisar que precisaria de uma grande angular para fotografar este
portento fálico. Não deve ter gostado muito da sugestão pois ficou de trombas. O
pior é que eu também fiquei de tromba feita. Meio irritada ainda chegou afirmar
que me achava um cabeça de vento e que o exagero da minha retórica era tal que
até uma hipérbole se sentiria ofendida com o abuso. Apeteceu-me responder-lhe
que não é uma questão de eu ser falso ou mentiroso, que nunca deixo é que a
verdade estrague uma boa história. Mas preferi voltar a sugerir-lhe o Pacheco
como Património Mundial da Fotografia. Ela não o quis fotografar, estou convicto
que por não ter a lente necessária. Mas o que é certo é que veio comigo para minha casa. Há justiças poéticas muito bonitas: Sei que ela
ficou a pensar que eu era uma cabeça de alho chocho. Mas também ficou a saber
que se há coisa que eu não tenho é uma cabeça de caralho chocho.
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