segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Trabalhar por cona própria


Há já algum tempo que não ia a uma festa organizada pelo meu amigo Xerife. Se há coisa que o gajo sabe é organizar festas, que é como quem diz, encher o antro com esgrouviadas da senisga que, todas misturadas, prometem originar um cocktail de javardice a todos os títulos de louvar. Engalanei-me e lá fui a destilar tesão para a festa repleta de pachacha dondoca. Contudo, ou fiquei demasiado exigente, ou o Xerife ficou com os bifes do lombo só para ele e partilhou apenas as peças de qualidade inferior. Aquilo estava apinhado de mulheres desenxabidas. Assim que entrei senti umas largas dezenas de pares de olhos a comerem-me. Não as condeno. Estavam todas a trabalhar por cona própria. Mas eu não me queria apropriar de nenhuma daquelas pachachas. Encosto-me na varanda a beber à bruta quando, nas minhas costas, ouço uma dondoca dizer que estava com cieiro. E foi aqui que se fez luz. Enchi-me de alento, pois sempre acreditei que o cieiro é a doença do cio e tinha agora uma oportunidade de ouro para testar a minha teoria. Virei-me e é aí que a vejo toda altiva e de sublime beleza. Estava pronto para começar a arte do engate mas nem precisei de usar a minha lábia. Apenas usei a lábia dela. Aliás, levei-a mais depressa para o quarto de hóspedes do que o tempo que demora a soletrar a palavra lábia. Confirmou-se assim o cieiro como a doença do cio. Aquilo foi uma genuína parada de orgasmos. Deitei-me satisfeito pela confirmação da teoria e a congratular-me por ter encontrado uma mulher assim no meio de toda a feiura presente. Não só encontrei uma autêntica agulha num palheiro como ainda consegui enfiar-lhe o Pacheco no buraco.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bico d´obra


A semana passada acordei com o desejo incessante de me mamarem no palhaço. São este tipo de emoções que me garantem que não me tornei insensível, por isso sinto que tenho de seguir a sua natureza. É como se estivesse a jogar a um monopólio de emoções viciado que nunca me deixa voltar à chacha de partida mas que me condena amiúde à Estação dos Bicos. Por isso, já mais à noitinha, lá fui eu a uma danceteria a ver se arranjava um bico d´obra. Mas ca ganda regabofe de pachacha que ia para ali. Numa noite normal teria ficado a pulular de excitação mas eu tinha uma missão. Naquela noite eu estava decidido a encontrar o Santo Graal das bocas de veludo. A Terra Prometida dos destinos fálicos. O Taj Mahal da arquitectura do abocanhamento. O problema é que enquanto ia fazendo prospecção de mercado bebi uns copos a mais, o que é capaz de ter turvado o meu discernimento. Isto porque depois de a ter levado para casa recordo-me de lhe estar a dizer: Isso não é só meter a boca no trombone. Também é preciso saber sacar uma notas. Depressa desisti de fazer um enchido do seu esófago e tentei salvar a noite. Virei-a de quatro e toma lá Pacheco. A julgar pela lassidão daquelas bordas certamente que lhe carimbei o cartão de fodilhona frequente.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Diário do Patife III


Nesta rubrica, um dia do diário de notas do Patife é aqui transcrito todos os meses sem censuras.

2 de Agosto

Acabei de conhecer uma belga. Sendo eu fã das bolachas, pergunto-me qual será a sua reacção quando sugerir que a quero untar de chocolate antes de a comer.

Começa a ser socialmente complicado não conseguir ficar calado sempre que uma mulher tosse insistentemente perto de mim. “Anda cá que eu já te digo o que é bom para a tosse” nunca é levado a sério. É que eu tenho mesmo uma cura milagrosa para a tosse e acham sempre que eu estou a ser ordinário. Por acaso a cura é mesmo mamarem-me o Pacheco, mas não o digo por ordinarice. É por pura bondade.

Acabei de comer a belga. A páginas tantas dei-lhe uma mordidela, mas ela pareceu ser compreensiva.

Foda-se. Tudo bem que lhe dei uma trancada à boa maneira Patifeira mas isto é demais: Estou com uma nódoa negra no nabo. É que a moça tinha umas guelras vaginais profundamente apertadas. Bem… É uma ferida de guelra.

Olho para o soalho e reparo no estado lastimável do preservativo. Recordo-me de um apontamento de humor de uma série qualquer, daquelas que vejo a meio de uma insónia: “Com ele a queca é tão intensa que o preservativo mais parece uma película aderente a tentar proteger uma travessa de comida no epicentro de um tornado”.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mundo do faz-de-cona


Numa destas noites tive uma insónia intensa. Por isso pus-me a contar as pachachinhas que já comi ao longo da vida. Uma pachachinha… duas pachachinhas… três pachachinhas... quatro pachachinhas… cinco pachachinhas… O pior é que eram tantas e tão boas que em vez de chamar o sono acordei o Pacheco. Por isso lá tive de me vestir e ir para a rua. Nem duas esquinas tinha dobrado e encontrei logo um canhão de deboche. Por isso fiz-me ao broche. Toda ela prometia um paraíso de devassidão, um Éden de depravação, um Olimpo de perversão. Mas assim que meti conversa com ela depressa me percebi que apesar da sua essência anunciar uma embaixadora da libertinagem sexual, só se entregaria ao Pacheco se houvesse vestígios de uma relação séria a pautar a eternidade. Divirto-me muito com estes idealismos próprios dos mundos do faz-de-conta. Como eu vivo no mundo do faz-de-cona havia ali um litígio latente, mas fiz-lhe a vontade e arrebanhei-a com alusões ao futuro. Assim que lhe espeto o Pacheco a moça ficou logo à beira do precipício orgástico. Dois segundos depois desmanchou-se a vir. Gostava de ficar com o ónus do orgasmo supersónico que lhe proporcionei mas acredito que a magana já não levasse nas bimbas há uns anos valentes, dado que se veio em duas bombadas precisas. Meti e tirei, meti e tirei. Foi assim, sem tirar nem pôr.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fugir com o nabo à senisga


No outro dia conheci uma safardana que me tinha em boa conta. Pediu-me o número de telefone e eu dei-lhe, porque também queria que ela me tivesse em boca cona. Gosto muito destas simetrias fonéticas. O pior é que no dia seguinte, logo pela manhã, ela enviou-me uma mensagem de telemóvel que estava escrita com k no lugar dos c e dos qu. Se há coisa capaz de me tirar o tesão é uma mensagem cheia de k. Não gosto de pessoas preguiçosas a escrever e estabeleço logo uma correlação directa com a sua voracidade sexual. Também não vou muito à bola com abreviaturas. Mas um passo de cada vez. Como ainda era cedo e demorei algum tempo a processar o k que surgia amiúde pelo SMS, acabei por não responder nas horas seguintes, coisa que deve ter deixado a rapariga toda libidinosa da rata. As mensagens que se sucederam foram altamente provocantes e oferecidas. Mas, lá está, vinham carregadas de k e abreviaturas, o que só me fez querer fugir com o nabo àquela senisga. Mas depois voltei a pensar no assunto, que é como quem diz voltei a pensar em enfiar-lhe o presunto, e cheguei à conclusão que estava a ser um nazi do SMS. Por isso deixei-me de merdas e papei-lhe akela kona toda. No final, pedi-lhe encarecidamente para nunca mais me enviar uma mensagem, ou ligar sequer, até porque a pinar é que a gente se entende. E depois de a papar uma vez, já nada mais se aprende.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bocarneiro


Esta semana dei mais uma queca epopeica. Uma epoqueca, portanto. Se o sexo fosse uma modalidade desportiva estou certo que bateria o recorde olímpico em cada maratona sexual em que participo. Mas adiante. A gaja era uma turista escocesa e no final, dada a majestosa e inigualável queca, e estando ainda em êxtase, ela deixou soltar um “you´ve ruined for other men”. Por isso, fui para a minha secretária e comecei a pensar que se o Bocage e o Mário de Sá-Carneiro fossem um só e tivessem acabado de assistir à minha louvável performance sexual, haviam de ter criado uns versinhos inspiradores que fariam perdurar esta pinada por toda a eternidade. E se o Bocage e o Mário de Sá-Carneiro fossem um só, teriam certamente criado coisinhas poéticas lindas assim:

Como só eu possuo

Olho em volta de mim. Todas me possuem
Num afecto, num sorriso ou num abraço.
Mas para mim as ânsias só se diluem
Quando lhes enfio o meu calhamaço

Roçam-se por mim nos lençóis da cama fria
Entre espasmos golfados intensamente.
Sonham com as êxtases que eu amansaria,
Mas só quero meter-lhes o nabo a quente

Quando estou em brasa perco-me todo
Não posso afeiçoar-me, só sei ser eu:
Uma máquina ardente enquanto fodo,
Depois saio, nunca alguém me conheceu

Como eu desejo a que ali vai na rua,
Tão ágil, tão intensa, tão cheia de calor.
Por mim emaranhava-a já toda nua,
Metia-a de joelhos a provar o meu sabor

Ah, eu a faria vibrar de forma penetrante,
O seu corpo ficaria com o prazer roubado,
O seu sexo completamente transtornado
Depois de sentir o meu mastro gigante

De embate em embate todo eu me ruo,
Dou-lhes o mundo inteiro numa pinada
Quedam-se sem pensar em mais nada
Ao serem possuídas como só eu possuo.