segunda-feira, 28 de maio de 2012

Vade retro Satana!

A semana passada fui à ópera. Gosto muito de ir à ópera. Sobretudo sozinho. É daquelas coisas sublimes que considero serem essenciais na vida e que deviam ser elevadas a Património Universal do Engate. É que durante a ópera as mulheres ficam expostas a sucessivas síncopes cardíacas motivadas por uma coisa qualquer estranha que se chama emoções. Ou lá o que é. À primeira ária de ópera o impulsor dos sentimentos delas começa a pulular e à terceira ária já estão a fazer pocinha na cuequinha. Ficam com o coração em ponto de rebuçado. E quando o Patife está por perto acabam por ficar também com o corpo em ponto de abusado. Desta última visita ao São Carlos, do meu lado esquerdo uma valquíria qualquer estava a queixar-se por só ter conseguido arranjar bilhete para o último lugar da fila. Ela estava visivelmente apoquentada do espírito por isso tratei de a sossegar antes da ópera começar: Ficou com o último lugar da fila mas ainda pode ficar com o primeiro lugar da pila, ofereci eu, bondoso, enquanto olhava de soslaio para o Pacheco. Não me deu resposta, mas a ideia ficou a ganhar raízes subconscientes, certamente. A ópera começou e ela arrepanhava o peito com as mãos, soluçava da alma e cerrava os olhos com tal afinco que quando a ópera acabou, estando ela extasiada dos sentidos, comecei a falar-lhe de Puccini e da minha interpretação de La Rondine, a peça em três actos que tínhamos acabado de assistir. Sou capaz de jurar que até ouvi a pachacha dela a esvair-se languidamente. Como a coisa não estava de modas, segurei-a pela cintura e levei-a para um camarote já vazio. Assim que lhe mordo o pescoço e lhe meto a mão pelo vestido sentindo a intensidade húmida das suas cuecas, ela brada num daqueles gritos mudos: Vade retro Satana! (“Para trás, Satanás!”). E eu, obediente endiabrado, dei-lhe por trás.

21 comentários:

nAnonima disse...

querido nPatife,

São Carlos... Ópera... Messa di Gloria...
quanta cultura corre por entre essas veias salientes do Pacheco...
gostas de valquírias tristes e chorosas, para (se) virem já molhadas, portanto...

beijo

Uma Rapariga Simples disse...

Definitivamente eu tenho de trocar os bailaricos da aldeia pela ópera.

Patife disse...

nAnonima:
Se há coisa que eu adoro é quando se vêm todas molhadas, sim. Confere. ;)

Uma Rapariga Simples:
Ahahahaha. Aprovo! Ora vem lá. ;)

Anónimo disse...

...a sua imaginação é coisa rara!!!

Patife disse...

Anónimo:
Coisa rara é o tamanho do meu nabo. O meu ritmo de bombada também roça a raridade. ;)

Anónimo disse...

E quantos mais actos houve?

xarmus disse...

Eu gosto muito de "Operar" dessa forma... nada melhor que lhes entrar pelos "camarins" a dentro, enquanto elas "cantam" em LÁ maior.

Gosto muito da buffa da Donna Elvira (by Mozart), ou do estilo "MI" em cima de "SI" sem "DÓ" com o "FÁ sustenido" bem encavado.

às vezes também oiço "tem DÓ de mim" com o volume no máximo.

Também gosto da musica "pimba"... mesmo pimba... pimba... pimba... hehehehehehe

Patife disse...

Anónimo:
Houve mais três actos e um ata-me. ;)

xarmus:
Com o Pacheco dentro delas elas costumam ficar fora de si, sim. ;)

nAnonima disse...

querido nPatife, (sus)peito que a Ópera não está na moda... deverias ter levado o Pacheco ao Rock in Rio, abafar as VIPS que tão bem conheces... (sabes, aquelas que conhecem todos os Patifes e nunca pagam os bilhetes).

diz-me, não gostavas de ver o Pacheco a participar nos dramas musicais, fazendo subir ainda mais os agudos das senhoras?

Patife disse...

nAnonima:
A Ópera não está na moda, mas está na foda. Na verdade tenho sempre ingressos para os festivais todos. Mas os festivais são pouco eruditos e eu considero-me um erudito da queca. ;)

Ah, e prefiro subir-lhes as saias que os agudos. Os agudos são uma mera formalidade quando se tem um mangalho deste tamanho. ;)

Edgar Além Põe disse...

Caro vizinho,

Tenho o privilégio de ouvir através das minhas janelas, e em directo, toda a temporada S. Carlista. Não seria a primeira vez que, escutando a trilogia do anal, digo anel, à varanda, utilizaria o meu fagote para soltar umas notas tímidas dos pandeiros das visitas. Ai que sorte que tu tens em viver aqui ao lado (exclamam as ditas)! Gosto tanto de música clássica!
Um dia, pouco tempo depois de ter sido ocupado o andar por debaixo do meu, a vizinha convidou-me para ir ver o D. Giovanni. Como tenho espírito de vizinhança, prontamente acedi. Ainda para mais, porque sempre quis somar quantas gajas é que o D. Giovanni tinha pinado (só em Espanha foram 1003!). Lá fomos então os dois para um camarote assistir à ópera. Logo percebi que os ditos camarotes tinham um potencial imenso (para pinar em pleno acto leia-se). Infelizmente nesse dia estava lá mais alguém, um gajo foleiro que se não era panasca, gostava de ter sido, e que impediu que o acto se realizasse. Só sei é que aquela tensão musical se acumulou e que passados uns tempos bateram-me à porta, já noite, de pijama e com uma mochilinha de um koala a dizer:
- Não me apetece nada dormir sózinha...
Tenho para mim que a ópera é um excelente veí(cu)lo (cu)ltural!

Sempre a considerá-lo
Edgar

desejo disse...

ahahahahahah! Vá de retro Patife que tu tens uma imaginaço!

"Ficou com o último lugar da fila mas ainda pode ficar com o primeiro lugar da pila..."

Aprecio de tudo mesnos de ópera.

:)

Dias Cães disse...

Não me lixem!
Mas há alguém que não goste de ópera?
Há alguém que não goste disto?
http://www.youtube.com/watch?v=_OIExoUb8jk

E confesso que não é coisa que me leve o pensamento para pinadas mas eleva-me o espírito como poucos "pachecos" conseguiram.

Patife... se acertares em mais algum destes meus critérios...... http://diascaes.blogspot.pt/2011/11/receita-do-individuo-que-nao-existe.html

Mi liga vai!

Anónimo disse...

Ó Patife, vim aqui parar nem sei como. Acredita! Mas vi o Link no google e o título era tão estranho que resolvi abrir.

Li um bocado e fiquei boquiaberto, continuando, a minha dificuldade nunca foi arranjar gajas, aliás conheci muito gado e quando olho para trás e penso nisso, não me recordo nada de bom ou que me tenha marcado. Aliás fiquei marcado em algumas situações, talvez por alguma igenuidade à mistura, mas vi coisas e experimentei coisas que hoje não repetia, mas aprendemos com os erros e eu tento valorizar os meus.

O mais Difícil, nos dias de hoje, é encontrar uma mulher que não esteja toda consumida da cabeça e que tenha sexo de todas as meniras e feitios com o primeiro que aparece. Já levo alguns anos de relacionamento e não a trocava por nenhuma que tú já tenhas "comido" ou venhas a "comer". Ela oferece-me muito mais do que sexo e prazer imediato, talvez te pareça um cliché mas a realidade é que me completou.

Vais moderar esta mensagem de certeza, mas olha as coisas que fazes que descreves como autênticas façanhas, até um tipo como o Zézé Camarinha fazia, e só revela por vezes o quanto burras e ignorantes as mulheres são a vários níveis, isto para mim não é saber viver a vida ao máximo, aliás isso é uma ideia imposta pelo consumismo e mais Mainstream que isso é difícil de encontrar.

Patife disse...

Edgar Além Põe:
A ópera comporta uma tensão sexual inimaginável. Escorre pelos poros. E depois pelo nabo. É trigo limpo fodinha amparo. ;)

desejo:
Do que mais gosto é de pinar com imaginação. Agora fiquei intrigado. Próxima missão de vida: ensinar a menina desejo a gostar de ópera. ;)

Dias Cães:
A questão é que te eleva. E essa elevação basta ser canalizada. As melhores pinadas que dei foram pós-ópera.

Mais algum desses critérios? Olha que acerto em nove. ;)

Anónimo:
O Patife não modera nem censura o que quer que seja. Respeito a liberdade individual e a troca de opiniões. Digo-lhe apenas isto: O exílio do imaginário é uma espécie de longa insónia. ;)

Fora isso, vivo condenado a uma sensibilidade de gnu, própria de quem gosta muito de ir ao cu. ;)

Anónimo disse...

Patife, o que escreves-te merece consideração, a mulher é mesmo um bicho esquesito, como li algures é o único que se muda mesmo quando está bem, nem que seja para um com a sensibilidade de um Gnu.

Patife, escreve isto algures, quem escolhe muito acaba por ser escolhido...

Raio de sociedade :), de malucos reclamam um Deus e depois vivem como se não existissem nenhum.

Porta-te mal,

Ab

Anónimo disse...

P.s

Já me esquecia,

Obrigado por não moderares o meu tópico.

Patife disse...

Anónimo:
Ora nem mais. Por isso mesmo é que escolho tudo. Para ser escolhido por todas. ;)

P.S: Sou muito pouco moderado e ainda menos moderador. ;)

xarmus disse...

Hehehehehehehehhe... esta é que tu não contavas patife... o machismo e desprezo pelas mulheres do teu personagem, atrai "os berdadeiros artistas".... fartei-me de rir.

Patife disse...

xarmus:
Já dizia o outro que "as opiniões são como as vaginas. Quem quiser dá-la, dá-la". Eu dou mais nas vaginas que nas opiniões. É uma questão de gosto. ;)

_lua_ disse...

Delícia de Blog.. gostei daqui.. estou seguindo, posso?rs

bjos da lua.. =P