segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Acrescenta-me um ponto...

Não sou de responder afirmativamente a estes apelos, por não se enquadrarem com a lógica do Fode Fode Patife. Já vários recusei por essa mesma razão. Isto é para crónicas de pinada e máinada. Mas foi a menina Just Me que me desafiou para o “Acrescenta-me um ponto…”, dizendo que me acrescentava era a ponta, por isso aqui o meu Pacheco não me deixou enjeitar o desafio. Além disso tenho uma imagem sólida no mercado da fodenguice e ainda corria o risco de se andar para aí a dizer que eu tinha dado uma nega a uma mulher. Acho criminoso dizer-se não a uma mulher, por isso aceitei o repto. Também aceito rectos.

O pior é que esta coisa tem regras, quando o Patife é desregrado por natureza. Posto isto (entenda-se por isto o Pacheco) entrego as rédeas na mão da elevada Stargazer. Cá vai a coisa enquanto esfrego o coiso. A ver se não estrago isto com parvoíce pois o tema é erotismo e não a porcalhice ordinareca que tanto aprecio.

A ideia partiu do Gonçalo Cardoso e cada blogger deve escrever um parágrafo para a história inicial se ir completando. Pretende-se a "renovação e intensificação do espírito de unidade e imaginação da blogosfera".

As regras da rubrica "Acrescenta-me um ponto!":
1 - O texto, constituído por vinte parágrafos, terá início no blogue "O Sabor da Palavra" (http://osabordapalavra.blogspot.com), segundo o seu autor Gonçalo Cardoso.
2 - Cada bloguista terá direito a um parágrafo do texto com o máximo de cinco linhas.
3 - Após a realização do parágrafo respectivo, cada bloguista terá que seleccionar outro bloguista que cumpra a continuidade do texto, segundo as regras mencionadas.
4 - Cada bloguista terá o limite máximo de três dias para realização do parágrafo, estando sujeito a desclassificação da rubrica e seleccção de novo bloguista por parte do seu autor.
5 - Cada bloguista assinará o seu nome e respectivo blogue na lista dos participantes.
6 - O último participante ou autor do vigésimo parágrafo, finalizará o texto e partilhará com o autor do blogue "O Sabor da Palavra" para a sua divulgação no blogue inicial.
7 - Sejam criativos.

Gonçalo Cardoso
"20 horas. Jantar no Hotel Ritz. Jorge, um delegado de propaganda médica, observa o charme de Leonor, uma jovem e ambiciosa advogada, de olhar penetrante, lábios carnudos e um vestido de cetim justo, com um decote revelador da sua pele delicada e fina. Do outro lado da mesa, Leonor pede a Jorge que lhe sirva um cálice de vinho tinto, enquanto repara na sua barba cuidada, nos olhos verdes e na camisa justa e semi-aberta..."

Scarlet Perry
"À medida que o vinho quente e escarlate cai no seu copo largo e obscuro, Leonor recorda o primeiro encontro sexual de ambos: os cheiros, os fluídos, os sons e sensações...e sente-se de repente algo desejosa de Jorge. Deu um pequeno golo e lambeu uma gota malandra que cismou em ficar nos seus lábios carnudos e desenhados com uma cor forte.
- Estou louca por te sentir! - Sussurrou ela - Não sei quanto tempo mais aguentarei!"

Puzz
Jorge coloca a mão direita sobre a mesa convidando outra mão a aconchegar-se dentro da sua. Leonor responde com um gesto delicado tocando-lhe suavemente e encaixando a sua mão no conforto da dele.
-Desejo-te a cada minuto. - Diz Jorge com uma voz quente e aconchegante, pensando que quando está com ela todo o mundo e os seus problemas desaparecem, e as suas tumultuosas vidas parecem fazer algum sentido. - Quando te vou ter só para mim? - questiona-a em jeito de desabafo."

S*
Ela sorri, com aquele jeito malandro de quem quer mais mas teima em não o admitir. Sem se aperceber, deixou-se enrolar num mar de emoções com este homem de olhos verdes. Não quer só mais um encontro. Não quer só mais uma noite. Como dizer-lho? Mordisca o lábio num tique nervoso. Ajeita o cabelo, ergue os olhos e enfrenta-o.
- “Desta vez o jogo vai ser jogado segundo as minhas regras. Aceitas?”

Malena
“Aceito!”- responde-lhe, enquanto a sua mão aperta mais a dela.
Jantam quase em silêncio, os joelhos de ambos roçando-se... Os olhos de Jorge mal seguem os movimentos do garfo, presos a ela, expectantes, observando-lhe o peito ofegante, os lábios trémulos que tantas vezes afloraram cada recanto do seu corpo … Mal acabam, surpreende-se pela forma súbita como ela o arrasta pela mão até ao carro. “Deixa que te guie ao meu mundo!”- diz-lhe ela.

Orquídea Selvagem
E ele deixou-se conduzir por aquela mulher que lhe inebriava completamente os sentidos. Entraram no Alfa Romeo Spider descapotável de Leonor e dirigiram-se a uma velocidade vertiginosa até a um palacete luxuoso na linha de Cascais, onde decorria uma festa privada só para adultos. Antes de saírem do carro, ela debruça-se sobre a bagageira e de lá retira uma venda para os olhos de cetim preto e duas máscaras com pequenas plumas e brilhantes. Jorge disfarça o seu embaraço... dá-lhe a mão e entram juntos na festa.

Me
Abrem-se as portas do palacete, estilo árabe, colocam as máscaras e entram… Jorge não consegue disfarçar a admiração perante a grandiosidade daquele espaço soberbamente decorado, incitando à luxúria. Entram num salão amplo, onde uma sensual morena, apenas em lingerie toca piano, acompanhada de um par dançante… As pessoas estão elegantemente vestidas, e o ambiente é altamente excitante, quente, erótico… onde o sexo deixa de ser “pecado”, onde a palavra proibido é eliminada!... Ao fundo do salão ergue-se uma majestosa escadaria que conduz aos quartos temáticos…
- Subimos?... pergunta Leonor num tom quente e convidativo.

Elsolittario
Jorge engole em seco,,, uma das suas fantasias está prestes a se tornar realidade,,,todo aquele ambiente transpira sensualidade, sexualidade, vontade, tesão,,, decidido dá-lhe a mão,,, Leonor encaminha-o para o andar de cima,,, lentamente sobem os degraus,,, um a um,,, à medida que se aproximam do topo os murmúrios provenientes dos quartos tomam forma de gemidos, sussurros de prazer,,, Já no andar de cima Jorge depara-se com um longo corredor ladeado de tochas,,, Leonor, aproxima-se da primeira porta,,, abre-a,,,

Just Me
O espetáculo que se lhe oferece é um festim para os seus sentidos... Mas, é nesse momento que Leonor o trava e lhe diz... "-Tens muitos quartos aqui... só podes escolher um... e vais ter de o escolher sem saber o que está nos outros... Queres ficar por aqui?" Jorge fica especado por momentos a admirar o espetáculo que se desenrola à sua frente... Uma mulher despindo-se, provocando... Olha para Leonor e apenas com o seu olhar recusa este quarto... Aproximam-se da segunda porta, abrem-na... Dois pares de olhos fixam-nos como que a perguntar... "-Juntam-se a nós?"

Patife
O magnetismo que incendiava o olhar não deixou espaço para dúvidas ou recusas. Fecharam a porta atrás de si sem se aperceberem que estavam a abrir uma outra porta nas suas vidas. Lá dentro, a dança dos corpos desvendava uma intensa alquimia. Encostada à pele, a lascívia mistura-se, entranha-se e enlaça. Na ânsia que os corpos a absorvessem. Jorge trepidava. Por dentro. Os seus dedos percorriam os contornos da pele húmida sem se atreverem a penetrar. Lábios como chamas, olhares como fagulhas do desejo. Até que Leonor se aventurou a percorrer as escalas do desejo e os corpos inflamaram-se, provocando o degelo dos corpos quentes.


Lista de participantes:
1- Gonçalo Cardoso (O Sabor Da Palavra)
2- Scarlett Perry (Scarlett Perry)
3- Puzz (Mais uma peça no puzzle)
4- S* (As minhas pequenas coisas)
5- Malena (Da Malena)
6- Orquídea (Orquídea Selvagem)
7- Me ( ... play with me... )
8- ElSolittario (ElSolitario)
9- Just Me (the little secrets of mine)
10 - Patife (Fode Fode Patife)
11 - Stargazer (Postcards from Heaven)

40 comentários:

Bernardo disse...

Vou cuscar :D

desejo disse...

E vai sair daqui um belo conto erótico.
Todo o percurso está a ser extasiante.

:)

Patrícia disse...

Olha não tem nada a ver com a rubrica mas é só para te dizer que aqui o blog até já é famoso nas minhas aulas. Estávamos a ver um texto sobre o evolucionismo e numa parte apareceu algo como "predominantemente erecto e vigoroso". Eu e uma colega minha pensámos logo no Pacheco e começámo-nos a rir imenso na aula. Sim, eu sei que não te interessa para nada mas é só para saberes que o teu blog já atinge as aulas de Biologia. xD

Malena disse...

Ena! Agora é que vou ficar famosa! Ter um parágrafo num conto em que o Patife participa é obra!! ;)

Just Me disse...

Sim, sr[s] Patife [e Pacheco ;) ]...

Nem por um segundo duvidei que iria gostar mas, apesar de completamente diferente do estilo a que nos habituaram... Adorei a surpresa... Este estilo fica-vos muito bem...

Bjs Gds Just

Anónimo disse...

adorei o registo, para desenjoar um pouco. podias criar um blogue para este outro self (ou divulgá-lo) :)

Patife disse...

Bernardo:
Então estás como eu. Também estou a cuscar. Mas é a vizinha da frente a sair do banho. ;)

desejo:
Quem conta um conto encontra-me de ponta. ;)

Patrícia:
Isso é uma notícia que faz o Pacheco bater palmas com os tomates. Biologia sempre foi uma das cadeiras preferidas do Pacheco. É essa e a cadeira de casa da minha vizinha de baixo que dá um apoio lombar para pinar digno de registo. ;)

Malena:
Má fama, quer a menina dizer. Mas vá, consegui não dizer palavrões. Não foi fácil e agora tenho receio que o próximo post seja de uma ordinarice pegada. Tão pegada como ficou a minha lentrisca a noite passada pelas mãos da mafarrica que por cá passou. ;)

Just Me:
Bah. Prefiro jogos linguísticos ordinários. Libertam-me mais a alma. As palavras bonitas tendem a aborrecer-me ultimamente. ;)

Anónimo:
O Patife só existe num registo. No ordinarão. O resto são coisas de outros universos. ;)

Just Me disse...

Então, siga...

Liberta essa alma que eu gosto... MUITO!!!

Bjs Just

Patife disse...

Just Me:
Tem cuidado que quem muito gosta, acaba por ficar com ela posta. ;)
(Não resisti à rima ordinária. Estava mesmo a jeito.)

Just Me disse...

lol

Não era para resistires... Essa foi-te dada de bandeja...

;)

Bjs Just

Anónimo disse...

patife, patife... esperava um final regado a.... leite...

Patife disse...

Just Me:
Por acaso um Sultão já me ofereceu uma vez uma mulher numa bandeja. Aceito sempre de bom grado. ;)

Patife disse...

Anónimo:
Isso queria eu. Mas para regar a leite tinha de desregrar a coisa. ;)

Anónimo disse...

pena... fiquei... insatisfeita... mesmo no finalzinho...

Patife disse...

Anónimo:
Também eu. Fico sempre insatisfeito quando não digo qualquer coisa como pachacha. Ou chona. Ou bardanasca. Ou pachachona. Não deveriam ser permitidos textos sem uma destas palavras. ;)

Anónimo disse...

lolo

Anónimo disse...

npatife, nao enumere, descreva...

Anónimo disse...

a nao ser q o pacheco esteja a lambuzar uma querida qualquer, nao e de bom tom, caro npatife, deixar uma menina a espera de uma resposta... e como ja a mendiguei, ja nem a quero... se fosse o pachequinho a teclar, tudo seria diferente... :-)

vaffanculo disse...

patife! tu ès para-raio de maluco

Cat disse...

Fenomenal. Muito bom. E de tua parte grande contributo :)

Tripolar disse...

Patife, não meteste ordinarice putesca verbal no teu "ponto"!
Até me cumovi...

tiago leal disse...

Muito bom e muito decente, para variar!

Anónimo disse...

["o patife não existe noutro registo"]. nem eu me dirigi ao patife. para escrever estas ordinarices é preciso ser-se um cavalheiro sensível ;) anyway, percebo-te, o patife terá sempre muito mais sucesso com as mulheres :)

Ass.
bb

Patife disse...

Anónimo:
Efectivamente havia não uma, mas duas pachachinhas para pinar à espera. ;)

vaffanculo:
Sou mais um pára-raios de chona fresca. ;)

Cat:
O único bom contributo do Patife é para o tamanho médio do nabo nacional. ;)

Tripolar:
Há dias em que acordo tão bem comportado. Mas hoje não é um desses dias, caralho. ;)

tiago leal:
A decência flagela-me os nervos. Há que viver sem o medo de dizer foda-se, caralho. ;)

Anónimo bb:
A menina não me tome como um cavalheiro sensível que me ofende. Volta a dizer que tenho uma sensibilidade de gnu, própria de quem gosta muito de ir ao cu. ;)

Stargazer disse...

Mauvais Mac, Darling,

A Stargazer normalmente foge de desafios, mas seria impossível dizer não ao meu Mauvais Mac, ainda por cima se ele me põe as rédeas na mão. Sim, porque um get together entre a Stargazer e o Patife, com ela de rédeas na mão, nunca ficará aquém de algo como: BDSM, Leather&Lace apertem os cintos de segurança - avizinha-se uma cavalgada a toda a brida.

Deixem-me só pedir a divina inspiração (ou será transpiração?) que prometo publicação atempada na minha caixa de correio.

Mauvais Mac, agradeço a distinção (ok, ok, I know, name your price...how many rendez-vous in the downtown attic???) que me aqueceu o coração (e confesso, com este escalar de lascívia) o corpo todo!!!

:)

Vamos então cavalgar???

Ihaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

Melted kiss,

Stargazer disse...

Mission accomplished!

:)

"Barbara Cartland's kiss" (all dressed in pink, obviamente)!!!

Anónimo disse...

npatife, aguardo detalhes dessas lambuzadelas (com descrições.... profundas, daquelas que batem lá no fundinho ;-)

Patife disse...

Stargazer:
Eu sabia que não irias resistir a umas rédeas na mão para guiar o Patife. Cavalguemos então, até não nos restarem forças. As suas referências, como sempre, fazem o Pacheco relinchar de contentamento e jovialidade. ;)

Anónimo:
Se há coisa que não falta por este espaço são relatos de sugadoras de corneta e de pinadas que chegam perfurar esófagos. ;)

Anónimo disse...

npatife... gostei! o caralho tem outro... paladar, quando sai escrito da ponta dos seus dedos...

continue (nao pare agora).... por favor....

Anónimo disse...

pois, pois... eu cá acho que isto é apenas compensação. da boa. :)

bb

Patife disse...

Anónimo:
Caralhar ou não caralhar, eis a questão. ;)

Anónimo bb:
Normalmente compenso com o tamanho do Pacheco. ;)

Unknown disse...

isto está para aqui uma bela fanchonice! E pouco criativo... todo o texto parece escrito de olhos bem fechados e a imaginação amarrada num cordel, daqueles muito baratinhos!

Patife disse...

Unknown:
Isso parece a descrição da minha última pinada: De olhos fechados e com, ela amarrada num cordel. ;)

desejo disse...

fazem o Pacheco relinchar de contentamento e jovialidade. ;)


ahahahahaha!

Patife disse...

desejo:
E, oh, se ele gosta de relinchar. ;)

Anónimo disse...

AMEI



Mazi

Anónimo disse...

AMEI



Mazi

Gonçalo disse...

Não conhecia o teu registo mas gostei! No início pensei que poderias avacalhar mas o teu excerto do texto foi deveras inteligente e sensual. Muito bom. Podias continuar com os teus próprios textos!

:)

V disse...

É um erro subestimar o Patife, Gonçalo.

Patife disse...

Mazi:
Ainda agora me disseram algo de muito parecido. Foi "mamei". ;)

Gonçalo:
O Patife também sabe ser um senhor. Não iria estragar levianamente uma ideia com um registo específico. ;)

V:
Eu acho profundamente divertido. ;)